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Futebol traz bons neg�cios e divisas para AL

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PATRYCIA MONTEIRO Em um Estado onde a força econômica vem das usinas, pouca gente conhece um produto de exportação que não passa pelos portos e não entra nos relatórios estatísticos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: o talento do futebol. Mas é de Alagoas que têm despontado, internacionalmen-te, novos craques do esporte nacional trazendo divisas para o país e bons negócios para o Sport Club Corinthians Alagoano. O jovem time, criado em 1991, nasceu com vocação empresarial e vem se destacando no cenário brasileiro não ainda pelos títulos conquistados ? pois só este ano é que conquistou o Campeonato Alagoano ?, mas por manter as finanças em dia e pelos craques que exportou. Recentemente, o governo federal acenou com a possibilidade de ajudar financeiramente os grandes times brasileiros, já que a maioria deles está falida. Mas entre os 16 clubes que se mantêm no azul e pagam em dia as obrigações trabalhistas estava o Corinthians Alagoano ? o único time nordestino a constar na lista ao lado do São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro, Coritiba, entre outros que têm mantido suas contas saneadas. O curioso é que por trás dos contratos fechados com o exterior o time conta com o tino comercial de uma mulher, a executiva Karina Padilha. Contratada há um ano e meio, Karina despertou o interesse do time graças a sua formação como economista e conhecimentos de línguas estrangeiras, além dos bons contatos que tem fora do país. Ela é responsável pelas relações internacionais, pela divulgação da marca do time e pela negociação dos craques no exterior. ?Esse é um negócio promissor?, celebra Karina. ?Entretanto, apesar de o país ser um reconhecido celeiro de bons jogadores, é cada vez maior um número de caça-talen-tos no ramo do futebol?, res-salta. Por isso, Karina e a equi-pe administrativa do Corin-thians não poupam esforços na formação da base do time e na sua intermediação de contratos. No Corinthians, a tarefa de captar novos jogadores fica ao encargo de Alarcom Pacheco. Após passar pelo seu crivo, o jovem talento entra para a equipe de juniores do clube, onde ele recebe assistência médica, odontológica, seguro, educação e passa a viver em um alojamento mantido pelo time no bairro da Pajuçara. Todo jogador treina cinco vezes por semana. ?Os custos com os novos jogadores é um investimento?, diz Rafael Plastino, consultor paulista na área de marketing esportivo. ?É muito mais vantajoso para o time investir no novo talento do que fechar contrato com estrelas consagradas do futebol?, frisa. Segundo Plastino, ao intermediar o contrato de trabalho do jogador, o time fatura na negociação. Cerca de 90% do valor do contrato fica com o clube. Se o jogador fechar novo contrato com outro time, o Corinthians ainda ganha um percentual em cima do valor negociado, que fica em torno de 5%. Embora não fale de faturamento, só para se ter uma idéia, em média, um contrato fechado com jogadores desconhecidos em início de carreira pode ficar em torno de US$ 100 mil. Continua na página A19

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