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AL-220 depende de melhorias na BR-101

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O principal eixo de acesso ao interior do Estado, a rodovia AL-220 é a que tem o orçamento de custo mais baixo. São R$ 200 milhões estimados para a recuperação, duplicação e expansão de 78 km da via que interliga Barra de São Miguel a Arapiraca. A princípio, a implantação do projeto seria dividida em duas etapas. A primeira, a curto e médio prazos; e a segunda, a longo prazo. No projeto para a AL-220, Vinícius Maia Nobre aponta uma dificuldade descrita no próprio projeto oficial. ?Existe um grande impedimento, que é o trecho comum com a BR- 101. Enquanto não for executada a alça que liga os acessos da AL-220 com esta rodovia federal, não há como melhorar aquele trecho com os benefícios do programa, como ele está proposto?, reflete. Na opinião dele, no trecho entre a BR-101 até Arapiraca deve-se pensar em uma manutenção. Custos por km Um quilômetro de construção e pavimentação de estrada com asfalto oscila geralmente entre R$ 450 mil e R$ 1 milhão. Segundo Edinaldo Marques Melo, dependendo do relevo, geologia da região, largura da plataforma da rodovia, período de vida útil, tipo de tráfego, entre outras variáveis, haverá interferência nos custos da obra. ?Se for apenas para se fazer o recapeamento, os custos com a estrada caem para R$ 90 mil a R$ 450 mil por quilômetro. O custo médio de manutenção por mês dos trechos privatizados, se fosse feita uma conservação preventiva, logo após a construção ou restauração, ficaria em torno de R$ 15 mil por ano o quilômetro?, informa. ?Como não existem recursos permanentes para o uso na manutenção preventiva, o valor da conservação sobe bastante. Estes gastos evoluem de acordo com o grau de serventia, que deveria ser medido anualmente para adoção de soluções mais econômicas. Como isso não é feito, o custo pode chegar a R$ 90 mil por km o ano. Este é um erro estratégico tanto de Alagoas como do país?, afirma. Pernambuco Na opinião de Marques Melo, é justamente no trecho entre Maceió e a Barra de São Miguel que deve ser feita uma duplicação de rodovias com uma certa urgência, em virtude do atual volume de tráfego e da demanda de crescimento anual. ?Mas duplicação é sempre bom, afinal, com mais espaço há mais conforto, segurança e economia de operação aos usuários. Marques Melo destaca que em outros estados do Nor-deste existe a intenção de se passar o gerenciamento de algumas rodovias para a iniciativa privada. Mas Vinícius Maia Nobre diz que, embora desconheça rodovias nordestinas que tenham passado para a concessão da iniciativa privada, houve sim uma experiência frustrada em Pernambuco, há décadas. ?Mas os postos de pedágio montados e explorados pelo próprio DER do Estado vizinho foram considerados ineficientes e, por isso mesmo, fechados?, relembra.

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