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Decreta��o de fal�ncia cai 15,1% no primeiro semestre

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O volume de falências decretadas despencou 15,1% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2003, segundo estudo divulgado ontem pela Centralização de Serviços Bancários (Serasa). De janeiro a junho foram decretadas 2.360 falências, contra 2.780 falências no primeiro semestre do ano passado. A redução no número de empresas quebradas pode ser entendida como um sinal de recuperação da economia brasileira, assim como os recentes indicadores positivos de emprego e produção industrial. De acordo com a Serasa, também houve queda de 22,6% no volume de falências requeridas no primeiro semestre. Foram requeridas 7.271 falências de janeiro a junho, contra os 9.392 pedidos registrados no período de janeiro a junho de 2003. O volume de concordatas requeridas (294) diminuiu 7% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram requeridas 316. Já o volume de concordatas deferidas permaneceu estável em 229 nos primeiros seis meses deste ano. Segundo a Serasa, o volume total de títulos protestados (pessoa física e pessoa jurídica) também registrou queda no primeiro semestre de 2004. Foram protestados 4,2 milhões de títulos de pessoas físicas e jurídicas nos primeiros seis meses de 2004, contra 4,4 milhões no mesmo período de 2003, um recuo de 6,2%. Recuperação Há uma semana, o ministro do Planejamento, Guido Mantega disse que a rentabilidade do setor produtivo no Brasil supera o retorno de aplicações financeiras. Segundo ele, nos últimos nove anos, houve um exagero de juros que desestimulou o investimento produtivo no Brasil. ?Mas isso não serve para 2004?, afirmou. De acordo com Mantega, a rentabilidade real (descontada a inflação) dos fundos DI hoje é cerca de 7% ao ano. ?No ano passado, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido das 500 maiores empresas em operação no país foi de 12,4%. Isso para 2003, que foi um ano ruim. Agora em 2004, com o PIB crescendo, essa rentabilidade será ainda maior?, disse. Mas ele ressaltou que, nessa conta, estão incluídas as empresas financeiras. ?De qualquer forma, os números mostram que é conveniente fazer investimento produtivo?, afirmou. É essa relação, para Mantega, que provocou aumento de investimentos no país. ?A rentabilidade no Brasil ainda não é satisfatória, mas, no patamar em que nos encontramos, [o investimento produtivo] é mais rentável do que o mercado financeiro?, afirmou.

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