loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

D�vida do governo cresce quase R$ 10 bilh�es

Ouvir
Compartilhar

Os gastos com o pagamento de juros elevaram em R$ 9,8 bilhões a dívida líquida em papéis do governo federal em junho. No mês passado, a dívida total somou R$ 758,2 bilhões, valor 1,31% maior que o registrado em maio, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) e pelo Tesouro Nacional. A dívida federal cresce praticamente em todos os meses devido à incorporação de juros - com a taxa básica em 16% ao ano, o aumento mensal oscila entre 1,2% e 1,3% ao mês. A economia feita pelo governo para pagar os juros - fixada em 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano - não é suficiente para arcar com todos os compromissos assumidos com investidores, por isso a dívida mantém a trajetória de alta. Apesar da alta, o governo conseguiu melhorar o perfil da dívida em junho. A exposição do total à variação da taxa de câmbio caiu de 16,6% para 15,8% - considerando as operações de troca, o melhor percentual desde que o Banco Central e o Tesouro começaram a fazer esse acompanhamento, em 1999. A expectativa do chefe do Departamento de Operações do Mercado Aberto do BC, Sérgio Goldstein, é que esse percentual caia para cerca de 14% em julho. ?O BC mantém a sua estratégia de redução da exposição cambial. O perfil ainda não é o ideal, mas é melhor que no passado?, disse Goldstein. Segundo ele, essa melhora do perfil também ajuda na percepção de risco do Brasil e poderá refletir em futuras análises das agência de classificação, como Fitch, S&P e Moodys?s. Um grupo de analistas da Fitch chega ao Brasil no começo de agosto para analisar as contas do governo. O governo também elevou a participação dos títulos prefixados (com juros que não variam de acordo com o humor do mercado) para 16,8% do total, ante os 16,4% do mês anterior e a parcela de títulos remunerados por índices de preços (inflação), que subiu de 14,7% para 14,9%. Em conseqüência de um resgate líquido de R$ 2 bilhões, a participação de títulos remunerados pela Selic caiu dos 57,9% em maio para 57,5% em junho. Em junho, o governo resgatou R$ 21,8 bilhões em títulos públicos. Desse total, R$ 20,2 bilhões foram de vencimentos no próprio mês e outro R$ 1,6 bilhão referente às operações de compra e troca de títulos. O Tesouro Nacional tam-bém realizou ofertas públicas de compra (resgate antecipado) de Notas do Tesouro Nacional - séries B e C. A dívida cambial e as operações de troca que venceram no mês foram roladas parcialmente pelo Banco Central. No mês, as emissões em ofertas públicas superaram ligeiramente os resgates, acarretando um impacto monetário contracionista de R$ 288 milhões. Levando em conta as operações de swap cambial (papéis indexados ao dólar e à Selic), a exposição à Selic permaneceu constante em 50,6%.

Relacionadas