Economia
PIB dos EUA cresce menos do que o esperado
A economia americana cresceu a uma taxa anualizada de 3% no período de abril a junho deste ano, informou hoje o Departamento de Comércio dos EUA. O Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo país), atingiu o total anualizado de US$ 10,8 trilhões no período. O resultado ficou abaixo do crescimento registrado no primeiro trimestre, de 4,5%. Além disso, também ficou abaixo da expectativa dos analistas, de alta de 3,8%. O deflator de preços, por sua vez, registrou alta anualizada de 3,2%, a maior desde o primeiro trimestre de 2001. No primeiro trimestre deste ano, a alta do deflator havia sido de 2,7%, segundo dados revisados. Para o Brasil, o resultado da economia americana pode ser uma boa notícia. O baixo crescimento reduz os temores de pressão inflacionária no país. Com isso, o Federal Reserve (o banco central dos EUA) deve continuar a elevar os juros de forma cautelosa, evitando fuga de recursos investidos em países emergentes como o Brasil para os EUA. Eleições O baixo crescimento é uma péssima notícia para o presidente George W. Bush, candidato à reeleição em 2 de novembro. O fraco desempenho na criação de empregos tem sido um tema constante nas críticas do candidato democrata, John Kerry, que permanece um pouco à frente de Bush nas recentes pesquisas de intenção de voto. O candidato democrata acusa a administração Bush de ter criado empregos de ?segunda classe? para substituir o 1,1 milhão de postos de trabalho fechados pela política econômica do atual governo. Este ano, já foram criados 1,3 milhão de empregos nos EUA. Os gastos do consumidor -responsáveis por dois terços da atividade econômica americana - registraram crescimento anualizado de 1%, depois da disparada no último trimestre de 2003, 4,1%. O resultado do segundo trimestre deste ano ficou também abaixo do esperado pelos economistas, 2%. A gasolina foi o principal obstáculo ao consumo no trimestre passado. O preço médio do galão atingiu o preço recorde de US$ 2,10 em maio e se manteve US$ 2 em junho, de acordo com dados divulgados pelo Departamento de Energia dos EUA. Para Alan Greenspan, de Fed, a economia americana vive um momento favorável em 2004.