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Meirelles deve ir ao Senado explicar den�ncias

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O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse na última sexta-feira, por telefone, ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que considera ?positiva? a proposta de comparecer à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para esclarecer as denúncias de suposto envolvimento em sonegação fiscal. O senador havia telefonado a Meirelles para sugerir que o presidente do Banco Central explique as denúncias publicadas na revista IstoÉ. Meirelles está sendo investigado por suspeita de sonegação, omissão fiscal e evasão de divisas. Segundo a reportagem, Meirelles não apresentou sua declaração de Imposto de Renda de 2001 ? o que é permitido a não-residentes no Brasil ? ao mesmo tempo que declarou à Justiça Eleitoral que estava residindo em Goiás (exigência para se candidatar a deputado federal nas eleições de 2002). Segundo relatou Suplicy, Meirelles poderia aproveitar a audiência, inclusive, para expor os dados positivos da economia. O presidente do Banco Central, no entanto, não fixou data para comparecer ao Senado. Ele disse que precisa primeiro conversar com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Segundo o senador Eduardo Suplicy, ele já acertou com o presidente da CAE, senador Ramez Tebet, a possibilidade de a audiência acontecer na próxima terça-feira. ?O senador Tebet disse que, se esta for iniciativa dele, será durante uma sessão não deliberativa da CAE para que os senadores possam formular suas perguntas?, ressaltou Suplicy. Ele também defende o comparecimento do presidente do Banco do Brasil à CAE para esclarecer denúncias feitas pela mesma revista, na edição que chegou na última sexta-feira às bancas. Movimentação Suplicy ressaltou, entretanto, que não vai comentar as denúncias envolvendo o presidente do Banco do Brasil, sem antes ouvir a defesa de Cássio Casseb Lima. Ele é acusado, segundo reportagem da IstoÉ, de esconder da Receita sua movimentação financeira no Exterior. Além disso, o presidente do BB está envolvido na acusação de que o banco comprou R$ 70 mil em ingressos para um show em Brasília que servia para angariar fundos para a nova sede do PT. Sobre a compra de ingressos pelo Banco do Brasil para um show da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, em Brasília, Suplicy disse que isso ?doeu em sua alma?. ?A minha recomendação à direção do partido foi corrigir. Não doeu só na alma. Dá dor de barriga uma coisa dessas?, afirmou. Casseb ainda está entre os que foram monitorados pela Kroll, contratada para abastecer de dados a guerra de empresas telefônicas do Brasil. Ele foi seguido num encontro em Lisboa com executivos da Telecom Itália. Defesa Na última sexta-feira, o presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, em uma curta nota distribuída à imprensa, negou ter sonegado informações na sua declaração de bens à Receita Federal. A edição da revista IstoÉ divulgada na sexta-feira pela Internet afirma que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado está ?esmiuçando? dados de movimentações financeiras do presidente do BB em contas no exterior. ?Em relação à notícia veiculada na última edição da revista IstoÉ, informo que todos os meus bens no país e no exterior se encontram relacionados na minha declaração de Imposto de Renda?, disse Casseb em comunicado distribuído verbalmente pela assessoria de imprensa do Banco do Brasil.

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