Economia
Cultivo da mandioca ganha projeto pioneiro
Além da horticultura, o agreste alagoano também desponta para o cultivo da mandioca, a segunda cultura em área explorada da região. Segundo o diretor-técnico da Secretaria de Agricultura (Seagri), Hibernon Cavalcante, a atividade envolve entre 15 e 20 mil pequenos agricultores que cultivam cerca de 30 mil hectares, com uma produção anual de 115 mil toneladas. O cultivo da mandioca é realizado com baixo nível tecnológico e sua produção destina-se ao consumo in natura e para a fabricação da farinha de amido. Atualmente, segundo Hibernon, toda a produção é transportada in natura para Pernambuco e Sergipe, onde é beneficiada a comercializada dentro dos estados. A alíquota diferenciada e a isenção de impostos sobre o produto industrializado oferecidos pelos estados vizinhos levaram a região do agreste alagoano a desativar mais de 100 casas de farinha, deixando milhares de pessoas ociosas durante a safra, que corresponde ao período de agosto a dezembro. Para resolver a questão, o governo do Estado, por meio do Ministério de Desenvolvimento Agrário, está desenvolvendo uma experiência pioneira no Nordeste, com a implantação de uma fecularia em Arapiraca. O projeto é denominado de Consórcio Intermunicipal de Produção, Industrialização e Comercialização dos Produtores de Agricultura Familiar do agreste de Alagoas. O consórcio é formado por produtores de Arapiraca, Campo Grande, Coité do Nóia, Craíbas, Limoeiro de Anadia, Girau do Ponciano, Lagoa da Canoa, São Sebastião e Taquarana e, segundo o diretor- técnico da Seagri, será o pontapé inicial para consolidar a cultura na região. Fumo, milho e algodão Já a cultura do fumo, cada vez mais dá lugar ao cultivo do milho e do algodão, culturas em expansão no Estado. A área cultivada, que já chegou a 60 mil hectares na década de 80, caiu para 23 hectares em 90 e hoje deve atingir cerca de 10 mil hectares. A região, que já produziu 15 milhões de quilos do produto, hoje alcança média de um milhão. Uma das causas do declínio está no preço internacional do fumo negro e nos altos custos de produção. Uma das alternativas apontadas para salvar a cultura do fumo escuro, matéria-prima utilizada na produção do fumo de corda e um dos principais produtos de exportação de todo o Estado, é a sua substituição pelo fumo claro, voltado para a indústria de cigarros. A norte-americana Universal Leaf Tabaco, segunda maior empresa mundial em volume de fumo comercializado, vem desenvolvendo uma experiência com produtores do agreste alagoano. As variedades testadas são Virgínia e Burley. Além da Universal Leaf, a Souza Cruz também desenvolve experimentos na região.