Economia
Em Arapiraca, fumo d� lugar �s hortali�as
Embora jamais vá ajudar o Estado a alavancar o agronegócio, duas atividades vêm despontando na agropecuária alagoana: a produção de mandioca e a de hortaliças, ambas concentradas na região do Agreste do Estado, com destaque para Arapiraca. As pressões ambientais e culturais sobre o cultivo do fumo levaram, na última década, a economia agrícola do município a reestruturar seu perfil. Para poder manter seu nível de riqueza, o município, maior produtor nacional de tabaco, viu-se obrigado a buscar alternativas à tradicional, porém decadente monocultura do fumo. Os grandes produtores investiram em tecnologia se mantendo no negócio, os médios migraram para o milho e para o algodão e os pequenos encontraram na mandioca e na horticultura a salvação para a lavoura. Essa nova realidade dispensou mão-de-obra, gerando a exclusão social de famílias compostas por pequenos agricultores que passaram a se dedicar à agricultura de subsistência, em cuja composição se incluíam as hortaliças. Dessa forma, as roças de fumo deram lugar às hortas de coentro, cebolinha e alface. E no decorrer dos anos, acresceram-se couve, repolho, berinjela, acelga, brócolis, pimentão, tomate, entre outras hortaliças. O sucesso atraiu parceria governamental tornando, por intermédio dos cerca de 300 pequenos produtores, o Estado auto-suficiente nas folhagens que até então vinham de Pernambuco e Sergipe, abastecendo toda a Maceió e região do Agreste. Atualmente, segundo o diretor técnico da Secretaria de Agricultura, Hibernon Cavalcante Albuquerque, são cultivadas 16 tipos de hortaliças numa área de 120 hectares.