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Produ��o de ovino e caprino cresce mais de 20% ao ano

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Na ovinocaprinocultura, Alagoas também é número um em melhoramento genético. Mas só isso. A criação de ovinos e caprinos no Estado cresceu desordenadamente nos últimos sete anos, saindo de 71 mil cabeças em 1997, quando a barreira da aftosa foi implantada, para 180 mil em 2002, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um aumento de 153%. O plantel ainda é o segundo menor do país e, até hoje, os produtores tentam aperfeiçoar a cadeia produtiva, totalmente desarticulada. O destaque da criação é a raça Santa Inês, cujo maior rebanho nordestino concentra-se no sertão alagoano, sendo utilizado por alguns produtores para cruzamento, visando ao aprimoramento das raças. Consciente dessa realidade e com o propósito de mudá-la, um grupo de pecuaristas e técnicos ligados ao setor criou, em setembro de 2000, a Associação do Agronegócio de Ovinos e Caprinos de Alagoas (Anovic/AL), hoje transformada em Cooperativa do Agronegócio de Ovinos e Caprinos (Coopanovic/AL). Mas essa diretriz não foi suficiente para sedimentar a cadeia produtiva da ovinocaprinocultura no Estado. Os pequenos e médios produtores ainda precisam ser estimulados a gerar emprego e renda pelo aumento da oferta de pele, carne e leite. Para isso é necessário dispor de novas tecnologias, introduzir novas variedades de gramíneas e leguminosas, incentivar o uso de cercas elétricas, controlar doenças, criar um banco de sêmen para promover a popularização da inseminação artificial, enfim, melhorar o manejo dos rebanhos, levando informações simples adaptáveis a cada região, contemplando todas as fases da criação. Atualmente, no Estado, o sistema de manejo intensivo de criação dos rebanhos só é utilizado para a produção de reprodutores e matrizes ovinas e em confinamento para a produção de leite caprino. A grande maioria dos criatórios de caprinos e ovinos está concentrada em pequenas e médias propriedades. Cinqüenta por cento do rebanho é criado em áreas de até 30 hectares, o que reforça a importância do investimento em pequenos e médios produtores. A produção em Alagoas para abate é totalmente voltada para o mercado local, que ainda não é auto-suficiente, mas, pode, num espaço de tempo não muito distante, aumentar a oferta, já que os rebanhos de ovinos e caprinos podem produzir 6 a 8 vezes mais carne/hectare/ano do que os bovinos. Além do mercado da carne e do leite, os produtores de peles de ovinos deslanados no Estado podem, também, explorar melhor o seu produto, que tem elasticidade e resistência maiores, associada a uma textura fina, prestando-se melhor para a indústria de vestuário e calçado. Inseminação artificial À medida que a cadeia produtiva vai sendo organizada, os produtores investem no transplante de embrião e inseminação artificial. O Estado já poderia estar vendendo sêmen congelado e comercializando prenhezes para todo o país, se não fosse o risco da febre aftosa. O Estado tem aproximadamente mil criadores e, além da Santa Inês, cria o polldorset, o dorper a cabra SRD (Sem Raça Definida) e o boer sul-africano, podendo se tornar um dos maiores pólos produtores do país. Embora não haja dados oficiais, estima-se que o setor pecuário seja um dos que mais empregam mão-de-obra, atrás somente do sucroalcooleiro.

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