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Agroneg�cio em Alagoas ainda � monocultura

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Considerada uma atividade próspera, segura e rentável e de extrema importância para a economia brasileira na geração de riqueza interna, de empregos e de receitas de exportações, a diversificação do agronegócio em Alagoas caminha a passos lentos. Com exceção do açúcar e do álcool, forte atividade do agronegócio alagoano, o Estado tem de forma economicamente mais tímida, embora de boa qualidade, a reprodução assistida do bovino, caprino e eqüinos. Uma atividade que já foi expoente em Alagoas, a fumicultura, em função de campanhas antitabagistas e pela falta de investimentos dos produtores locais, decaiu, dando lugar ao milho, algodão e mandioca que não atendem sequer a demanda interna. Por conta dessa realidade o Estado permanece no cenário do agronegócio nacional restrito à monocultura da cana-de-açúcar, como há 400 anos. Paralelamente à agricultura, Alagoas tem vocação natural para a pecuária e para a ovinocaprinocultura. Exemplo disso é que após ter sido o maior produtor brasileiro de leite, amargando hoje a quinta posição, o Estado encontrou nos altos investimentos na genética o caminho para ?salvar a vaca do brejo?. Depois de muito dinheiro gasto, o setor se tornou referência nacional em tecnologia de produção assistida no país. Porém, em função do risco da aftosa, esse status só consegue propiciar ao Estado a melhoria de seu rebanho, impedindo a exportação do sêmen, dos embriões, das matrizes dos reprodutores e das crias. Embora beneficie todos os produtores, essa tecnologia é concentrada. Certificação Para abrir a possibilidade de exportação do rebanho alagoano para outros estados, Alagoas tem de sair da condição de risco desconhecido, no Ministério da Agricultura. Apesar das constantes campanhas de vacinação, como o Estado registrou um caso de febre aftosa, em 1999, no Baixo São Francisco, próximo a Penedo e não apresentou até hoje um mapeamento oficial de seu rebanho, ainda se encontra classificado como zona de risco desconhecido. Além do cadastro agropecuário, para conseguir o certificado de zona livre de aftosa, a secretaria tem de manter funcionando barreiras fitossanitárias garantindo somente a entrada no Estado de animais que possuam a guia de trânsito. A Guia de Trânsito Animal (GTA) é um documento que informa a origem e o destino do gado, além da idade e a relação de vacinas obrigatórias, o que permite a comercialização de carne, leite e seus derivados. ?Calcanhar de Aquiles? De acordo com o presidente da Associação dos Criadores Alagoanos, Givago Tenório, a aftosa tem sido o ?calcanhar de Aquiles? do segmento. Imposta em 1997, a barreira da aftosa vem causando a redução do rebanho ano após ano. O Estado, que no mesmo ano tinha 956 mil cabeças de gado, em 2002 caiu para 816 mil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de privilegiada no cenário nacional, Alagoas não pode se lançar para o mundo. O Estado possui os melhores exemplares das raças Nelore, Girolando e está começando a obter sucesso com a Blond D´Aquitane e a Mini Jersey. O Blond D´Aquitaine, animal procedente da região D? Aquitaine, na França e de elevada qualidade para corte, é criado com sucesso no Litoral Norte de Alagoas e o seu cruzamento com o zebu local tem despertado a atenção de especialistas europeus. No fim do ano passado, uma missão econômica francesa visitou o Estado para se inteirar do sucesso alcançado pelos criadores alagoanos e participou da Expoagro, a feira bovina de Alagoas, como juízes do concurso do gado Blond D? Aquitaine alagoano. Gargalos Embora apresente bom desempenho, a indústria de criação e beneficiamento de gado ainda tem gargalos a serem eliminados, para melhorar a produção e aumentar a competitividade no mercado nacional. A bovinocultura de corte ainda não atende totalmente a demanda interna e seu crescimento se vê pressionado pelo preço e pela importação de carne congelada de outros estados, que chega mais barata do que a produzida aqui. A produtividade poderia aumentar se houvesse mais crédito que combatesse essa carne que vem de fora. Entretanto, devido à pulverização e informalidade dos compradores de gado essa política é considerada inviável

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