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Exporta��o de AL cresce 13,9% no semestre

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PATRYCIA MONTEIRO As exportações em Alagoas apresentam crescimento de 13,09%, em relação ao mesmo período do ano passado. É o que mostra o relatório da Balança Comercial, sobre os primeiros seis meses do ano, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No total, o Estado exportou US$ 224 milhões ? um volume recorde de vendas no exterior. Entretanto, o desempenho da comercialização alagoana com o mercado externo ficou abaixo da média do Nordeste. (ver quadro), fazendo com que o Rio Grande do Norte superasse Alagoas em divisas. A região nordestina teve crescimento de 18,39% em relação a 2003, enquanto Alagoas apresentou variação de 13,09%. Com a perda de posição, o Estado passou a ser o quinto maior exportador da região, ficando atrás da Bahia, do Maranhão, do Ceará e do Rio Grande do Norte. De acordo com o economista Cícero Péricles, o bom desempenho potiguar se deve à diversificação da pauta de exportação que o Estado vem promovendo nos últimos anos. ?Seguindo as estratégias adotadas pelo Ceará nos anos 80 e 90, o Rio Grande do Norte vem diversificando sua economia, tendo como resultado o amadurecimento de outros setores exportadores?, explica, mencionando que, aos poucos, o Estado foi incrementando sua pauta de exportação com a venda de camarão, castanha-de-caju, peixes, lagostas e frutas tropicais que hoje representam metade do valores comercializados com o mercado externo, substituindo produtos tradicionais como sal marinho, sisal e cera vegetal. Na opinião de Cícero Péricles, o estímulo aos Arranjos Produtivos Locais que vem sendo dado pelo governo do Estado e pelo Sebrae é uma boa alternativa para buscar a diversificação da pauta do comércio exterior alagoano. ?As perspectivas para o segundo semestre do ano são melhores que as do primeiro?, afirma. ?Afinal, em setembro começa a safra de cana-de-açúcar no Estado, na qual observaremos um aumento nas vendas do setor sucroalcooleiro e também um incremento nos valores comercializados pela indústria cloroquímica de Alagoas, tendo em vista que os produtos químicos estarão mais valorizados no mercado externo?, diz. ?Essas exportações ultrapassarão o patamar de US$ 400 milhões, estabelecendo um novo recorde no Estado?, analisa. De fato, a diretoria da Braskem espera aumento de 10 a 20% no preço internacional do dicloroetano, que é a principal matéria-prima utilizada na fabricação do PVC. O insumo produzido pela Braskem em Alagoas é atualmente vendido para o Japão, Coréia, Taiwan e Índia. ?A elevação de preço da matéria-prima se deve ao aumento da demanda decorrente do crescimento econômico brasileiro e mundial?, esclarece Manuel Carnaúba, diretor industrial da Braskem.

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