Economia
Cota��o do barril de petr�leo volta a bater recorde de alta
Os contratos futuros de petróleo negociados em Nova York e em Londres retomaram a trajetória de alta e voltaram a fechar em novos recordes ontem. Com o salto de 3,69% no mercado norte-americano, o petróleo cru chegou a US$ 44,41 o barril, reacendendo o debate sobre o possível impacto disso sobre a economia mundial. Já no mercado britânico o barril terminou em US$ 41,12, em alta de 3,58%. A valorização seguiu-se à notícia de que o Ministério da Justiça da Rússia retirou a permissão, concedida quarta-feira, para que a petrolífera Yukos recorra às contas bancárias congeladas para dar continuidade às atividades de produção e transporte. As autoridades russas alegaram que a permissão de ontem ?não estava baseada na lei?. A empresa deve US$ 3,4 bilhões em impostos atrasados desde 2000. Na opinião do diretor de estratégia de commodities do banco Société Générale em Nova York, Michael Guido, ?ninguém vai vender nesse mercado tão logo?. Para o analista sênior da Pioneer Futures em Nova York, Scott Myers, ?o petróleo está subindo com a situação na Rússia e porque a Opep pode não estar produzindo o suficiente?. Novo patamar O gerente de Relações com Investidores da Petrobras, Raul Campos, afirmou que é preciso que o barril de petróleo permaneça acima de US$ 40 por dois meses para que se configure um novo patamar de preços. Segundo ele, nos últimos 12 meses o preço do barril no mercado internacional ficou acima de US$ 40 por pouco tempo. Na avaliação do executivo, o atual preço de US$ 45 é um pico e não deve se sustentar neste nível. Campos destacou que a gasolina e o diesel são responsáveis por 60% do faturamento da estatal. Mas que o restante da receita vem de produtos como nafta, óleo combustível e querosene de aviação, que vêm sendo reajustados mensalmente em relação à variação internacional de preços. Campos argumentou que os preços praticados pela Petrobras estão em linha com a média de preços internacional, e que a estatal adota uma política que não considera os picos de preços. ?Temos de ser um monopólio responsável. O que menos queremos é uma portaria do ministério que diga o preço que devemos colocar. Temos que ter um preço perto do patamar internacional, mas sem considerar picos?, disse.