Economia
ALTA DE INSUMOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL DEVE ELEVAR PREÇO DE IMÓVEIS
Os sucessivos aumentos de preço dos insumos da construção civil têm prejudicado todo o setor e pode resultar na alta do preço dos imóveis em Alagoas. Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), Alfredo Brêda, “no momento em que aumenta o preço dos insumos aumenta também o custo para se construir imóveis e isso chega ao consumidor, que não está tendo aumento de renda para se adquirir imóveis”.
Pesquisa recente do IBGE aponta que o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) já acumula alta de 6,19% em Alagoas este ano até o mês de maio. Somente em maio a alta foi de 0,66%. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 13,12%. A pesquisa mostra que o custo da construção por metro quadrado no estado, que no mês de abril havia fechado em R$ 1.434,40, passou para R$ 1.443,80 em maio, sendo R$ 906,95 relativos aos materiais e R$ 536,85 à mão de obra.
O presidente do Sinduscon-AL destacou a importância da compra de aço turco homologado pela Cooperativa da Construção Civil do Estado de Santa Catarina (CooperconSC), com apoio da CBIC. “O aço é um dos principais insumos e esse ano está bem acima do INCC, assim como outros produtos. A Coopercon-AL também está participando desta compra através da Coopercon de Santa Catarina. Nosso objetivo é tentar minimizar os custos em Alagoas. Estamos trabalhando e torcendo para que dê certo e que possamos combater esse absurdo de aumentos indevidos na indústria do aço no nosso país”, completou Alfredo Brêda.
Nos primeiros cinco meses do ano, o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), já aumentou 5,28% em Alagoas e, em 12 meses, 11,59%, superando o teto da meta inflacionária nacional de 5% em 2022.
Suspeito de matar ex-companheira em cavalgada em Igreja Nova é preso
Ex-companheiro é condenado por matar professora em Viçosa
Caso Nayane Gaspar: IML conclui exame e aponta causa da morte
Estudante de 13 anos morre após passar mal em escola de Maceió
Ladeira da Moenda é liberada após retirada de poste
O aumento confirma a percepção negativa dos empresários do setor da construção, indicada no levantamento inédito da Sondagem da Indústria da Construção da CBIC junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI), que apontava alta do custo dos insumos nos primeiros três meses de 2022.
Na avaliação do presidente da CBIC, José Carlos Martins, esse aumento do custo dos insumos acaba fazendo com que a “inflação da construção” seja superior à inflação do Brasil, o que provoca um descolamento entre renda, capacidade de compra e preço do imóvel.
Martins alerta que, com o lançamento de novos imóveis, as empresas terão que absorver esse aumento de custos, impactando o preço de vendas. “Estamos muito atentos a isso e trabalhando para mitigar todos esses problemas para reverter esse quadro”, frisou o dirigente ao comentar que é incrível como o setor está batendo recordes de crescimento e de contratação de mão de obra, o que é muito bom para o setor e para o país. “A nossa preocupação é com o amanhã. A venda de hoje é o emprego de amanhã”, disse.