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Consumo de camar�o nos EUA n�o p�ra de crescer

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AGÊNCIA NORDESTE A Comissão Internacional de Comércio (ITC) vai confirmar, até o dia 31 de janeiro de 2005, se as margens de dumping vão prejudicar as indústrias americanas e se há realmente prática de dumping. Só em 7 de fevereiro de 2006, os importadores vão pedir uma análise ao ITC sobre a intervenção. ?Acredito que a margem deve baixar?, diz Itamar Rocha. ?Com o apoio governamental e do Congresso deveremos obter sucesso. Nós queremos que joguem regras limpas. Nós achamos que se deve rever que houve a inclusão de fatores adversos e o Brasil não pode ser penalizado como um todo?, completa. O consumo de camarão nos EUA tem crescido 13,35%, nos últimos cinco anos. O país depende em 90% de camarão importado para suprir a demanda, que cresceu 17,5%, em 2003, em relação ao ano anterior, e que continua crescendo. Calcula-se que, mesmo sob a ação antidumping, os EUA importaram 600 mil toneladas, só nos primeiro cinco meses de 2004. O pródigo mercado norte-americano tem arregalado os olhos dos produtores nacionais, que não querem perder esta fatia de mercado para países mais competitivos como a Tailândia, que é líder em exportação de camarão para os EUA. Em 2003, seis países incluídos na ação antidumping, movida pelos pescadores norte-americanos, responderam por 75% das importações americanas e 72%, nestes primeiros cinco meses de 2004. Esta informação é vista por Itamar Rocha como importante para se concluir que os compradores norte-americanos não estão encontrando camarão em outros mercados. ?Não tem camarão em outros lugares para abastecer os EUA. É por isso que o Brasil tem um papel importante em suprir essa demanda?, pondera. No primeiro semestre deste ano, o Brasil exportou seis mil toneladas de camarão para os EUA, enquanto a Tailândia exportou 57 mil toneladas, de um total de 199 mil que o país norte-americano importou. A Tailândia recebeu uma sobretaxa de 6,39% pelo DOC. Ranking O Equador, quinto colocado no ranking de importações feitas pelos EUA, exportou 18 mil toneladas, no mesmo período, e ficou com sobretaxa de 7,3%, seguido da Índia (14,2%) e do Vietnã (16,01%), que exportaram 17 mil toneladas. A China exportou 23 mil toneladas e ficou com uma taxação em 49%, com empresas governamentais taxadas em 112%. O Brasil, a princípio, não entraria na investigação feita pelo DOC, pois apenas os países que representam mais de 5% das importações feitas pelos EUA teriam empresas vistoriadas. Porém, muitos empresários americanos alegaram que o país representa um perigo em potencial e por isso deveria ser incluído na inspeção. Isto faz sentido, pois o Brasil é o país que apresenta as melhores condições para criação de camarão no mundo. Em cinco anos, que representaram o boom do mercado nacional, US$ 2,8 milhões foi o faturamento obtido com a exportação de camarão, que é o segundo item de exportação da pauta do setor primário do Nordeste. Obteve-se superávit primário no país com a exportação de pescado, devido ao camarão. A carnicicultura representa, principalmente para o Nordeste, uma alternativa de geração de uma nova economia no meio rural. Na região, a carnicicultura tem gerado 3,75 empregos por unidade de área e é o setor que mais gera empregos. Num ofício tido com essencialmente masculino, um universo de 14% dos trabalhadores do setor é formado por mulheres, que estão tendo a primeira oportunidade de emprego. A cultura nos estados nordestinos tem se desenvolvido sem ajuda ou financiamento do governo e só fica abaixo da cana-de-açúcar, em importância econômica. Um total de US$ 106,8 milhões foi o lucro das empresas no Nordeste, em 2003. Pernambuco é o 4º colocado em volume e o 3º em valor, com US$ 10,3 milhões exportados, no ano passado, equiparando-se à Bahia. O Rio Grande do Norte é o maior exportador, com US$ 42, 8 milhões.

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