Economia
IGP-M desacelera com queda nos custos agr�colas em agosto
A inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) desacelerou fortemente na primeira prévia de agosto, devido à queda nos custos de produtos agrícolas e a menores altas de combustíveis, O IGP-M subiu 0,19 por cento - menor taxa para uma primeira prévia desde fevereiro-, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas. A leitura ficou abaixo da 0,56 por cento em igual período de julho e da expectativa média de economistas, de 0,38 por cento. Salomão Quadros, economista da FGV, acredita que a desaceleração se manterá e que taxa do mês de agosto será inferior a de julho, que foi de 1,31 por cento. ?O índice de agosto pode encostar em 1 por cento. Há mais elementos de desaceleração que de aceleração. Estamos em uma trajetória consistente de desaceleração inflacionária?, afirmou ele. Na primeira prévia do mês, o Índice de Preços no Atacado (IPA) subiu 0,07 por cento, contra alta de 0,57 por cento na primeira de julho, devido a quedas nos custos de soja, milho, ovos e trigo. O IPA agrícola passou de alta de 0,76 por cento para queda de 0,70 por cento. ?A deflação na agricultura foi determinante para o recuo do IGP-M?, disse Quadros. A alta do IPA industrial também desacelerou, de 0,49 para 0,36 por cento, em razão do fim do impacto dos combustíveis, que passaram de alta de 1,33 por cento na primeira leitura de julho para 0,18 por cento na de agosto. Tarifas O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,32 por cento, abaixo da alta de 0,51 por cento na primeira prévia de julho, em razão de menores pressões de alimentos e transportes. Depois de subirem no período anterior, os custos de alimentação no varejo caíram 0,03 por cento na primeira leitura deste mês, com destaque para os recuos de preços de manga, alface e cenoura. Os preços do grupo transportes ao consumidor avançaram menos, em 0,18 por cento, com o declínio de 1,31 por cento da gasolina. Já os custos de habitação aumentaram em ritmo mais forte, em 0,75 por cento. As tarifas de energia elétrica e de telefonia fixa foram os maiores impactos, ao passarem de estabilidade para alta de, respectivamente, 2,59 e 1,81 por cento. Os dois itens foram responsáveis por 0,19 ponto percentual, mais da metade, do IPC. O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) foi o único dos três componentes do IGP-M a ter avanço maior, de 0,71 por cento, ante 0,63 por cento na primeira leitura de julho. No ano, o IGP-M tem alta de 8,39 por cento e nos últimos 12 meses, de 11,3 por cento.