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Economia

PRODUÇÃO DE LEITE EM ALAGOAS É A MAIOR DESDE 2018, APONTA IBGE

A produção de leite aumentou 25% em Alagoas no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram 20,2 milhões de litros de leite produzidos,

Por Hebert Borges | Edição do dia 22/06/2022 - Matéria atualizada em 21/06/2022 às 21h58

A produção de leite aumentou 25% em Alagoas no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram 20,2 milhões de litros de leite produzidos, o maior volume da série aferida a partir do 2° trimestre de 2018.

Contudo, o presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), Aldemar Monteiro, conta que o custo de produção está muito alto, devido ao alto preço dos grãos. Ele cita como exemplos o farelo de soja, milho e outros. Monteiro conta que metade da produção de leite em Alagoas vai para as indústrias de Sergipe e Pernambuco. “Alagoas depende muito dos outros estados para abastecer o mercado ou prateleiras”, explica.

No 1º trimestre de 2022, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 5,90 bilhões de litros, com redução de 10,3% em relação ao 1° trimestre de 2021, e queda de 9,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior, a maior da série nesta comparação.

No comparativo do 1º trimestre de 2022 com o mesmo período de 2021, o decréscimo de 678,01 milhões de litros de leite captados em nível nacional é proveniente de reduções registradas em 19 das 26 UFs investigadas.

As variações negativas mais significativas ocorreram em Goiás (-160,15 milhões de litros), Minas Gerais (-158,73 milhões de litros), Rio Grande do Sul (-100,77 milhões de litros), Paraná (-73,06 milhões de litros), São Paulo (-64,26 milhões de litros) e Santa Catarina (-57,71 milhões de litros). Em compensação, os acréscimos mais relevantes ocorreram em Sergipe (+20,07 milhões de litros), Ceará (+11,44 milhões de litros) e Pernambuco (+9,94 milhões de litros).

Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 25,5% da captação nacional, seguida por Paraná (13,8%) e Rio Grande do Sul (12,5%).

O IBGE também divulgou o preço do leite cru pago ao produtor no escopo da Pesquisa Trimestral do Leite. No 1º trimestre de 2022, o preço médio por litro, em nível nacional, chegou a R$ 2,14. No trimestre equivalente de 2019, ficou em R$1,36. Em 2020, foi de R$1,38 e em 2021, R$1,90.

Desde 2019, o questionário da pesquisa passou a ter uma consulta às empresas sobre o preço médio pago, mensalmente, pela matéria-prima adquirida (leite cru in natura, resfriado ou não). Desde então, a variável investigada foi utilizada apenas internamente para subsidiar a coleta e a crítica dos dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM).

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