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Investidor busca produto de exporta��o em AL

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PATRYCIA MONTEIRO Empresários e investidores poderão conhecer as boas oportunidades de negócios que existem nos produtos tipo exportação de Alagoas. Eles estarão reunidos no III Seminário de Comércio Exterior, promovido pela Federação das Indústrias de Alagoas (FIEA) em parceria com Sebrae, Banco do Nordeste, entre outros. Artigos de moda, perfumaria, artesanato e alimentos estarão em exposição na Casa da Indústria Napoleão Barbosa, que também será palco de debates relativos à exportação, como os entraves e as limitações internas e as barreiras comerciais que existem no mercado estrangeiro. Representantes dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento darão palestras no evento. E o encontro não poderia ser mais oportuno. Recentemente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou seus indicadores e estatísticas do comércio exterior mostrando que houve crescimento de 25,04% nas exportações alagoanas nos meses de janeiro a julho de 2004, em relação ao mesmo período de 2003. O resultado merece ser comemorado, mas merece, também, uma reflexão ? afinal, o Estado teve desempenho menor do que a média nacional, que foi de 33,73%, e inferior a média regional, de 30,14%. Vale ressaltar que 99% das exportações de Alagoas ainda estão concentradas em quatro derivados de cana-de-açúcar e produtos químicos. Segundo o economista Cícero Péricles, professor da Universidade Federal de Alagoas, o peso alagoano na Balança Comercial brasileira poderia ser melhor se a diversificação da pauta de exportações estivesse mais consolidada. ?O Rio Grande do Norte registrou variação de 158% nas exportações porque incrementou suas transações internacionais com a comercialização de produtos como pescados, lagosta e frutas tropicais e afins que hoje somam mais de US$ 100 milhões?, analisa, mencionando que o principal produtos da pauta de exportação potiguar são os óleos brutos de petróleo, que somam US$ 191,927. De olho no grande potencial dos novos produtos, o Sebrae tem dado incentivo às exportações de produtos alternativos aos da agroindústria canavieira de Alagoas. ?Nossa maior dificuldade é a cultura incipiente de exportação por parte do empresariado?, afirma Eligius ´t Hoen, gerente de Comércio Exterior do Sebrae. Apesar da participação pouco significativa na balança comercial do Estado, Hoen destaca que setores de pedras decorativas, sucos de frutas e flores tropicais apresentaram variação positiva de 671%, 177% e 88%, respectivamente. Na opinião de Eligius ´t Hoen, é nas décadas perdidas da economia alagoana que se pode buscar as razões para o pouco incremento na pauta de exportação do Estado.

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