Economia
CFN investir� US$ 1,48 bi na Transnordestina
PATRYCIA MONTEIRO Governadores de Pernambuco, Piauí, Ceará e Maranhão participaram de uma reunião em Teresina (PI) onde conheceram o trajeto da chamada Nova Transnordestina. A obra, orçada em US$ 1,48 bilhão, está nos planos da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) e 50% dela será bancada com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor). O restante do investimento será feito pela própria CFN, cujos sócios são a Companhia Siderúrgica Nacional e a Taquari Participações ? que pertence à família Steinbruck. Iniciada em 1990 e paralisada em dezembro de 1992 por falta de recursos, a Transnordestina terá um novo trajeto. ?O traçado anterior tinha um viés político, pouco atrativo economicamente?, diz Jorge de Melo, diretor-presidente da CFN, informando que os trechos que ligavam Missão Velha (CE)/Salgueiro (PE) e Piquet Carneiro/Crateús (CE) foram extintos, por exemplo. O projeto propõe a construção de 880 km de ferrovia e a colocação de 1,1 mil km de trilhos mais modernos e a remodelagem de mais 80 km. Novos trens também serão incorporados à Transnordestina. Trata-se de uma ferrovia importante para os nove estados do Nordeste, desde o Maranhão até a Bahia, interligando os pólos de produção agrícola, mineral e industrial da região. Em Alagoas, todo trecho que interliga os estados de Sergipe e Pernambuco será contemplado pela Transnordestina. A obra está dividida em duas fases. Na segunda, ainda sem previsão para ser iniciada, a Região Nordeste será integrada ao Planalto Central interligando-se às ferrovias Norte-Sul e à Ferronorte. Na primeira fase serão interligadas as regiões produtoras de grãos do Centro-Oeste aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), além das regiões produtoras de grãos do Nordeste, sobretudo Bahia, Piauí e Maranhão.