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Petr�leo fecha a US$ 46,58 e crava recorde hist�rico em NY

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O barril do petróleo para entrega em setembro encerrou o último dia de negociações da semana a US$ 46,58, com alta de 2,37%. Trata-se do maior valor de fechamento desde que passou a ser negociado na Bolsa de Valores em Nova York. A cotação disparou após a explosão na refinaria da British Petroleum de Whiting, no Estado de Indiana (centro-norte dos EUA). O incidente interrompeu parte das operações da refinaria, que é a terceira maior do país, com produção de 420 mil barris por dia. Durante o dia, o barril foi negociado a US$ 46,60, maior valor registrado nas negociações do contrato do barril do cru em Nova York. As novas evidências de forte aumento da demanda na China, temores de novos ataques às instalações produtoras no Iraque e a instabilidade política na Venezuela, às vésperas do referendo sobre a permanência ou não do presidente Hugo Chavez no cargo, são outros fatores que impulsionam os preços do barril. A China divulgou ontem que as importações de petróleo subiram 40% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2003. O resultado mostra que as medidas tomadas pelo governo chinês para desaquecer a economia do país não conseguiram diminuir a demanda pelo produto. Os investidores temem novos ataques às unidades de produção de petróleo iraquianas pelos rebeldes, com a intensificação do cerco das tropas americanas à cidade sagrada de Najaf - onde os rebeldes de Al Sadr se escondem. A gigante petrolífera russa Yukos continua a lutar contra a falência, mas por enquanto não interrompeu a produção de seu 1,7 milhão de barris por dia.

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