loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Ser dono do pr�prio neg�cio melhora o humor

Ouvir
Compartilhar

Tranqüilidade e bom humor foram as principais mudanças detectadas no comportamento de trabalhadores do Rio Grande do Sul que optaram por gerenciar a própria empresa. Esta constatação foi revelada por uma pesquisa, realizada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), a pedido da Associação Nacional de Trabalhadores em Empresas de Autogestão (Anteag). São os primeiros indicadores de um segmento que cresce a cada dia no país, o das empresas ou indústrias em estado de pré-falência recuperadas com base no regime cooperativo. Os resultados foram publicados em livro editado pela Anteag e produzido pelo Ibase. A obra foi lançada na última sexta-feira, no 1º Encontro Nacional de Empreendimentos de Economia Solidária. O evento se realiza em Brasília até hoje e reúne mais de dois mil trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil que gerenciam o próprio negócio. O encontro foi aberto pelo ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, e reúne mais de 1.700 delegados eleitos em encontros estaduais que estão debatendo a importância do trabalho associado e a implementação de políticas públicas que assegurem condições de sustentabilidade e desenvolvimento deste modelo econômico. Mais de 62% dos trabalhadores ouvidos responderam que seu comportamento pessoal mudou ao trabalhar numa empresa de autogestão. A mudança mais significativa, com 19% de indicações, foi o ganho no estado de humor. Os trabalhadores disseram que estão mais tranqüilos e bem-humorados. Na seqüência, as mudanças principais apontadas foram: estar mais responsável, se tornar mais cooperativo e solidário, sentir que cresceu pessoalmente e sentir que cresceu profissionalmente. Segundo o coordenador do estudo, o pesquisador João Roberto Lopes, a maior lição da pesquisa é que a autogestão gera fatos positivos também no campo pessoal, da satisfação, critérios nem sempre julgados em programas de avaliação no trabalho formal. ?Constatamos também que a autogestão existe, de fato, e que gera cooperação. É um sistema onde a riqueza é partilhada?, disse. Um dado curioso apontado por Luigi Verardo, integrante da equipe técnica da Anteag e um dos organizadores do evento, foi a tendência feminina de evasão. ?Quando perguntadas se deixariam de investir na sua empresa ao receber uma proposta para voltar a ser empregada com carteira assinada, com salário igual ao rendimento que a empresa proporciona, 55% delas disseram que sim, enquanto 85% deles disseram que não?, observou. Foram ouvidos 367 trabalhadores de 13 indústrias recuperadas com base no regime cooperativo. A pesquisa mostrou, ainda, que a maioria acredita no crescimento do próprio negócio, se sente dono da empresa, além de mais empenhado e mais responsável pelo trabalho.

Relacionadas