loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Mercado prev� infla��o menor ap�s 3 meses

Ouvir
Compartilhar

O mercado reduziu pela primeira vez em mais de três meses a projeção para a inflação de 2004, de acordo com pesquisa do Banco Central (BC) junto a instituições financeiras. A expectativa agora é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - que baliza a meta de inflação do governo - fique em 7,16%. A estimativa anterior era de uma taxa de 7,20%. Há exatas 13 semanas o mercado vinha projetando aumentos consecutivos na taxa de inflação deste ano. O resultado mostra que o conservadorismo do BC - que vem mantendo a taxa básica de juros da economia brasileira em 16% ao ano nos últimos meses - começa a convencer o mercado de que não será permitida a disparada dos preços nem que para isso os juros tenham de ser elevados. Os analistas também reduziram a expectativa do IPCA, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o acumulado nos próximos 12 meses. Há uma semana, esperava-se taxa de 6,40%. No relatório de ontem, a estimativa recuou para 6,18%. A meta de inflação do governo é de 5,5%, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais para baixo ou para cima, em 2004. Para o ano que vem, a meta é de 4,5%, com 2 pontos percentuais de margem de erro. No relatório Focus, o mercado manteve pela oitava semana consecutiva a estimativa de que a inflação de 2005 ficará em 5,5%, acima da meta, mas dentro da margem de erro. O próprio BC, na última ata do Copom, admitiu que a taxa poderá superar a meta. Para o mês de agosto, os analistas estimam inflação de 0,60% para o IPCA. Em julho, a taxa ficou em 0,91%, a maior desde abril. Em junho, o IPCA havia registrado variação de 0,71%. Juros A possibilidade de o Banco Central elevar a taxa básica de juros neste ano como alternativa para conter a inflação é classificada como gesto de ?insanidade? pelos empresários. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne a partir de hoje para discutir o futuro dos juros. A maioria aposta em manutenção da taxa nos atuais 16% ao ano - o último corte foi em abril. Mas uma eventual alta dos juros neste ano não é descartada pelo mercado financeiro.

Relacionadas