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Vendas de AL crescem mais que m�dia do pa�s

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PATRYCIA MONTEIRO Pelo terceiro mês consecutivo, o comércio varejista de Alagoas obteve crescimento no volume de vendas acima da média nacional. De acordo com a pesquisa mensal do comércio realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em junho o Estado apresentou uma variação de 18,84% contra 12,80% registrada no país (ver tabela). Na região nordestina, o desempenho alagoano, no período de abril a junho, só perde para o do Maranhão, que teve média de crescimento de 23,68% no mês de junho. No acumulado do ano, a performance nas vendas do comércio foi de 18,61% no Estado maranhense, contra 11,61% em Alagoas. No Brasil, o acumulado no primeiro semestre deste ano foi de 12,80%. ?Entretanto, ao observarmos o acumulado do ano, percebemos que o Estado ainda está se recuperando do período de recessão que marcou os meses de julho a outubro do ano passado?, diz o professor Sílvio Costa, do departamento de Economia da Universidade Federal de Alagoas. De acordo com o economista, o ano de 2003 foi marcado por nove meses consecutivos de quedas nas vendas do comércio. Nos meses de novembro e dezembro houve aquecimento no comércio em função das vendas de fim de ano, para, em seguida, ser observada uma retração típica do primeiro semestre do ano. ?Mas, em Maceió, houve um incremento nas vendas no mês de março por causa do Liquida Maceió?, afirma Costa, mencionando a campanha promocional promovida pelo comércio da capital. Segundo Sílvio Costa, o crescimento nas vendas está relacionado aos bons números da conjuntura nacional. ?O índice de desemprego caiu ? mostrando que está havendo uma recuperação dos postos de trabalho no país ? e os índices de inflação estabilizaram. O clima de otimismo traz novas motivações às compras?, analisa. Outros fatores positivos, na opinião do economista, foram o aumento do salário mínimo e a redução da taxa básica de juros ocorrida nos meses de março e abril. ?Em julho, manteremos os níveis de crescimento, já que a base de comparação é sempre em relação ao mesmo mês do ano anterior?, diz Sílvio Costa, explicando que o mesmo mês do ano passado foi um dos mais recessivos. Brasil As vendas do comércio varejista do país aumentaram 12,8% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o levantamento do IBGE. É a sétima alta consecutiva registrada no país. É o maior índice de crescimento registrado desde 2001. Em maio, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento havia sido de 10,01%, de acordo com o IBGE. O resultado positivo deve-se, também, às melhores condições do crédito ao consumidor, com aumento de prazo de pagamento e taxas de juros menores. Vale ressaltar que no ano passado, principalmente no primeiro semestre, a economia do país estava praticamente estagnada, com os investidores aguardando as ações do novo governo para começar a investir, e com os juros bastante altos, devido a pressões inflacionárias. O setor de móveis e eletrodomésticos foi o que registrou a maior expansão de vendas em junho, de 36,31%. O setor supermercadista, que depende menos de crédito, mas é diretamente relacionado à renda e ao emprego, apontou aumento de 8,78% nas vendas em relação a junho do ano passado. Nos primeiros seis meses deste ano, o comércio acumulou alta de 10,92% em sua receita nominal e 9,33% em seu volume de vendas, puxado pelos setores de móveis e eletrodomésticos e veículos, motos, partes e peças. No Estado de São Paulo, as vendas do varejo aumentaram 9,08%, enquanto no Estado do Rio a expansão foi de 7,45% no primeiro semestre. No país, apenas o Estado de Roraima vem apresentando taxas decrescentes nas vendas, com acumulado do ano de ?14,40%. A pesquisa do IBGE apura a receita bruta de revenda das empresas varejistas formais com 20 ou mais pessoas ocupadas.

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