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Inadimpl�ncia cai 1,4% em julho, segundo a Serasa

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A inadimplência dos consumidores brasileiros diminuiu 1,4% em julho, na comparação com o mesmo período de 2003, segundo informações divulgadas ontem pela Serasa. Nos primeiros sete meses de 2004, houve ligeira alta de 0,6% em relação ao período compreendido entre janeiro e julho do ano passado, número bastante inferior ao crescimento de 5,5% verificado na comparação entre os sete meses iniciais de 2003 e 2002. O Indicador Serasa de Inadimplência contempla registros de cheques devolvidos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeiras, empresas do varejo, cartões de crédito e financeiras. Até o mês de julho, os cheques sem fundos tiveram a maior participação (36%) na inadimplência de consumidores, com valor médio de R$ 437 das anotações negativas. Em seguida, apareceram a inadimplência dos cartões de crédito e financeiras (33%), com valor médio de R$ 242, e os registros nos bancos (29% de participação e R$ 915 de valor médio). Com a menor participação (2%) e valor médio de R$ 622, ficaram os títulos protestados. De acordo com os técnicos da Serasa, a redução da inadimplência de pessoa física é resultado da ?melhora do nível de atividade econômica?, verificada a partir de abril deste ano. Esta melhora estaria contribuindo com a abertura de novas vagas de trabalho e com a melhor negociação salarial obtida por trabalhadores de algumas categorias, por meio da reposição de perdas inflacionárias e da opção do consumidor por regularizar suas pendências financeiras, ao invés de assumir novas dívidas. Nome limpo Cerca de 923 mil pessoas conseguiram regularizar suas dívidas em julho, de acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). No mês de junho, por exemplo, esse saldo foi negativo: o país ganhou 321 mil novos inadimplentes. O resultado de julho confirma a tendência verificada ao longo do mês de aumento dos esforços dos endividados para regularizar suas pendências. Até a segunda dezena de julho, 590 mil pessoas já tinham conseguido colocar os pagamentos em dia. No mês passado, 2,738 milhões de pessoas tiveram o nome incluído no Serviço de Proteção ao Crédito, enquanto 3,661 milhões foram excluídas -daí o saldo positivo de 923 mil pessoas em dia. Segundo o SPC, muitos consumidores escolhem este período para liqüidar dívidas contraídas no fim do ano anterior. Em julho, o número de consultas ao banco de dados da SPC caiu 8,7% na comparação com junho e ficou em 16,9 milhões. Em junho, o sistema teve 18,5 milhões de consultas.

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