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Contas externas t�m melhor julho da hist�ria

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O Brasil registrou, em julho, saldo positivo de US$ 1,814 bilhão em suas transações correntes, as operações do Brasil com o exterior, incluindo receitas com exportações de mercadorias, gastos com importação, pagamentos de juros da dívida externa, seguros, fretes e transferências unilaterais. O resultado ficou em linha com as expectativas do mercado -, impulsionado pelo bom desempenho da balança comercial. O saldo em transações correntes foi o melhor para o mês de julho da série histórica. A cifra só perde para a de junho deste ano, quando o superávit foi de US$ 2,058 bilhões. Para este mês, a expectativa é de que o Brasil registre novo superávit em transações correntes, de US$ 1,7 bilhão. O superávit acumulado no ano é de US$ 6,229 bilhões e a última estimativa do Banco Central (BC) é de que o saldo em conta corrente feche 2004 em US$ 2,5 bilhões. ?A projeção atual é conservadora?, afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, lembrando que a próxima revisão será feita em setembro. Nos 12 meses encerrados em julho, o superávit em transações correntes equivale a 1,69% do Produto Interno Bruto (PIB), o melhor da série do BC e que só se equipara ao de março de 1989. ?Neste momento é importante ter esse resultado porque propicia redução do passivo externo, mas permanecer por muito tempo não é ideal?, avaliou Lopes. ?A expectativa é de que volte a uma situação mais equilibrada?. A previsão para agosto é de superávit de US$ 1,7 bilhão. Lopes destacou que de 1999 para cá houve importante melhora nos indicadores de endividamento externo do país. Em dezembro daquele ano a relação entre serviço da dívida (principal e juros) e exportações era de 146,6 por cento e em março deste ano era de 72,5%. No final de 1999 a dívida externa total superava em 4,7 vezes as exportações e neste ano chegou a 2,8 vezes. O ideal, lembrou, é algo em torno de duas vezes. Os investimentos diretos mostraram recuperação no mês passado, alcançando US$ 1,6 bilhão - o volume mais alto do ano. Em junho de 2003, os investimentos somaram US$ 1,247 bilhão. ?Isso vem em linha com o que a gente esperava, que era recuperação no segundo semestre?, disse Lopes. ?Vem em linha com o ritmo da atividade. Passado aquele momento de volatilidade, de realocação de portfólio, o investidor estrangeiro está voltando.? Em agosto, até ontem, os investimentos estão em US$ 550 milhões e a estimativa é de US$ 700 milhões de para o mês todo. O economista-chefe da Fator Corretora, Vladimir Caramaschi, também salientou a importância da retomada dos investimentos. ?Trata-se do segundo mês consecutivo de alta nos investimentos estrangeiros diretos, o que reforça a percepção de aumento na confiança dos investidores no país?, afirmou. O desempenho positivo completou-se com o superávit também no balanço de pagamentos, de US$ 162 milhões. Segundo Lopes, do BC, o resultado reflete o ganho nas reservas internacionais com a captação de US$ 750 milhões pelo Brasil no início de julho com bônus de 10 anos. A conta financeira e de capital foi deficitária em US$ 1,472 bilhão no mês passado, frente ao déficit de US$ 732 milhões de igual período do ano passado.

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