Economia
Desemprego cai pelo 3� m�s e fica em 11,2%
A taxa de desemprego das seis maiores regiões do país caiu pelo terceiro mês consecutivo. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa recuou em julho para 11,2% da População Economicamente Ativa (PEA). Na avaliação do gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo Pereira, essa queda na taxa de desemprego já era esperada, em razão da recuperação econômica do país. Indústria De acordo com ele, a indústria está antecipando as contratações para produzir mais e atender à demanda de fim de ano. Em junho deste ano, 11,7% da população economicamente ativa do país estava desempregada. Em julho do ano passado, a taxa de desemprego era de 12,8%. Na estimativa do IBGE, 21,5 milhões de pessoas faziam parte da PEA no mês passado, 514 mil a mais do que em julho de 2003. O total de desempregados passou de 2,5 milhões de pessoas em junho para 2,4 milhões em julho. A população ocupada aumentou em 786 mil na comparação com julho de 2003, atingindo um contingente de 19,1 milhões de pessoas no mês passado. O rendimento médio do trabalhador aumentou 0,6% de junho para julho e atingiu R$ 901,20. Em relação a julho de 2003, a renda do trabalhador aumentou 2%. Regiões Por regiões, a maior taxa de desemprego, na comparação com julho de 2003, foi verificada em Salvador, de 14,9%. Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram taxas de 8,1% e 12,5%, respectivamente. As outras regiões pesquisadas são: Recife (13,4%), Belo Horizonte (10,7%) e Porto Alegre (8,9%). Dieese Caged Há dois dias, Fundação Seade e o Dieese, que utilizam uma metodologia mais ampla no cálculo da taxa, divulgaram que o desemprego na região metropolitana de São Paulo caiu de 19,1% em junho para 18,5% em julho. Foi a terceira queda consecutiva na região e a menor taxa já medida no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na semana passada, o governo federal divulgou a criação de 202 mil vagas com carteira assinada em julho no país, 0,83% superior ao resultado de junho. Foi o sétimo mês seguido de criação de vagas no mercado formal, de acordo com a pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).