Economia
Etiqueta eletr�nica reduz a perda de roupas
Os varejistas têm investido cada vez mais em tecnologia para reduzir perdas e aumentar a lucratividade. Uma das saídas, a etiquetagem eletrônica de produtos na origem, ainda é um sonho distante para muitos comerciantes. Mas parcerias entre a indústria e o varejo mostram que ele pode estar mais perto do que se imagina. A rede americana AnnTaylor, com 685 lojas de confecções nos Estados Unidos, México e Porto Rico, é um exem-plo de sucesso. Seu trabalho de prevenção de perdas, envolven-do etiquetagem de mercadorias diretamente nas fábricas, redu-ziu as perdas para o correspon-dente a 0,78% do faturamento. Essa participação era de 1,78%. Isto significa que, no último ano, do total de US$ 1,6 bilhão faturado pela rede, cerca de US$ 2 milhões representaram eco-nomia com a redução de perdas. Nos países em que a AnnTaylor atua, as perdas com furtos (internos e externos) e erros operacionais são maiores e correspondem a 1,2% do faturamento do varejo de confecções. Mas são inferiores à média de 1,9% no Brasil, segundo dados do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Universidade de São Paulo (USP). Segundo Maurice Cloutier, vice-presidente da AnnTaylor e responsável, há 18 anos, pela área de prevenção de perdas, a empresa foi vítima constante de quadrilhas organizadas, que viajam pelos Estados Unidos furtando produtos de lojas. E as tradicionais etiquetas de segurança que eram anexadas às peças de roupa não funcionavam, na prática, porque podiam ser arrancadas facilmente. Satisfação geral O executivo, que esteve em São Paulo, na semana passada, para participar do II Encontro de Logística Têxtil, explicou, no entanto, que o projeto de prevenção de perdas foi iniciado, em 2001, com o objetivo principal de aumentar a satisfação dos clientes: ?Nós queríamos que os produtos chegassem rapidamente às lojas, sem que fosse necessário muito manuseio no percurso desde os fornecedores. Além disso, as etiquetas tradicionais, muito grandes, atrapalhavam os consumidores na hora de experimentar as peças e sempre eram alvo de reclamações?. A primeira providência da empresa foi entrar em contato com os fornecedores de seus produtos de linha própria, cerca de 30 fábricas espalhadas em vários estados americanos, para negociar o projeto. A principio, o custo da etiqueta adesiva foi um limitador, já que chega a ser 33% maior do que o da etiqueta tradicional, devido à impossibilidade de reaproveitamento. A saída encontrada pela AnnTaylor foi arcar com as despesas do primeiro lote de 1 milhão de etiquetas adesivas, que foram entregues diretamente ao fornecedor para colocação nos produtos.