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Infla��o pelo IGPM cai 22%, mas fica acima do esperado

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A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) fechou o mês de agosto em 1,22%, o equivalente a uma queda de 0,09 ponto percentual em relação à variação de 1,31% registrados em julho. Apesar do recuo, o número ficou bem acima do esperado pelo mercado. Analistas previam alta inferior a 0,90% com o fim da pressão dos combustíveis. Segundo dados disponibilizados no site da Fundação Getúlio Vargas na Internet, a retração entre julho e agosto reflete a variação dos preços no atacado e na construção civil. Os preços do Índice de Preços no Atacado (IPA), com peso de 60% na composição do IGP-M, caíram 0,16 ponto percentual, passando de 1,58% para 1,42% entre julho e agosto. A desaceleração do IPA geral deveu-se, sobretudo, a quedas nos preços de soja, milho e trigo. O IPA agrícola passou de avanço de 0,61% em julho para 0,48% em agosto. O IPA industrial passou de 1,94% para 1,77%. Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), embora com menor peso na formação final do IGP-M (apenas 10%), recuou 0,22 ponto percentual, passando de 1,12% para 0,90%. O único segmento a apresentar alta entre julho e agosto foi o que mede os preços no varejo. Com peso de 30% na composição do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,13 ponto percentual, de 0,67% para 0,80%. Pressionaram o indicador as altas de preços de alguns alimentos - com destaque para tomate, batata inglesa e cebola- e de tarifas. A tarifa de energia elétrica subiu 2,44 por cento em agosto, ante 2,62% em julho. A de telefone fixo avançou 1,85%, abaixo da alta de 3,19% em julho. No ano, o IGP-M tem alta de 9,49% e nos últimos 12 meses, de 12,44%. Mercado O mercado elevou suas projeções para a inflação neste ano e no próximo. A pesquisa Focus do BC mostrou que a mediana de previsões de cerca de 100 instituições financeiras para a inflação pelo IPCA em 2005 aumentou pela primeira vez após nove semanas de estabilidade, passando de 5,50% para 5,52%. O prognóstico para a inflação em 2004 também foi elevado, de 7,19% para 7,25%. A expectativa para os próximos 12 meses passou de 6,25% para 6,27%. Apesar do tom mais preocupado da última ata do Copom, o mercado manteve as estimativas para a taxa de juros em 2004 e em 2005 em, respectivamete, 16,0% e 14,75%. Mas a ata foi divulgada na quinta-feira e as expectativas são recolhidas ao longo de toda a semana anterior à divulgação do relatório Focus, ou seja, algumas previsões podem ter sido feitas antes do documento. A estimativa para o superávit da balança comercial em 2004 subiu de US$ 30,10 bilhões para US$ 30,58 bilhões e a para 2005 manteve-se em US$ 26 bilhões. A previsão para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) este ano passou de 3,97% para 4%, enquanto para 2005 permaneceu em 3,5%.

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