Economia
Safra come�a e pode bater novo recorde
A Usina Santo Antônio começou sua moagem de cana-de-açúcar abrindo o calendário da safra do setor sucroalcooleiro do Estado de 2004/2005. ?É uma tradição não intencional que se deve ao fato de o norte de Alagoas ser mais úmido que o resto do território alagoano?, diz José Carlos Maranhão, empresário do Grupo Santo Antônio. Repetindo sua máxima de que ?safra só se estima quando acaba?, ele reforça a idéia de que não se pode prevê uma possível quebra de recorde como a que ocorreu no ano passado em função da praga da cigarrinha e de florescimento precoce da cana-de-açúcar. Entretanto, ele diz que as possíveis perdas com a produção serão recompensadas com o aumento do preço do açúcar no mercado internacional que está 30% melhor que o do ano passado. ?Ganharemos também em produtividade, já que a cana deste ano tem tido níveis de qualidade superiores aos da safra passada graças aos maturadores químicos que introduzimos no plantio deste ano?, afirma. Com expectativas conservadoras, o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool do Estado de Alagoas, Pedro Robério de Melo Nogueira, diz que o setor está trabalhando com resultados semelhantes aos do ano passado. Entretanto, especialistas de mercado estimam que a safra deste ano também será recorde, pelo sétimo ano consecutivo. A expectativa é de moer entre 26 e 27 milhões de toneladas de cana, produzir 2 milhões e meio de toneladas de açúcar e 600 milhões litros de álcool. O setor deverá ter receita de mais de 2 bilhões de reais e, como Alagoas exporta mais da metade do que produz, deverá receber uns 350 milhões de dólares de vendas ao exterior. Ou seja, faturamento 10% a 15% maior que o do ano passado.