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Lula pede a bancos oficiais �agilidade para liberar cr�dito

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Para garantir a continuidade do crescimento econômico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou dos bancos estatais atuação mais firme para a concessão de crédito à produção e à infra-estrutura. ?O presidente pediu que os bancos estaduais atuassem como alavancadores do desenvolvimento?, disse a jornalistas o presidente do Banco do Nordeste, Pedro Eugênio Cabral, após encontro de Lula com dirigentes de bancos estatais no Palácio do Planalto. Lula também cobrou pressa dos bancos estatais para agilizar a liberação dos créditos para a agricultura familiar. O governo disponibilizou em julho R$ 7,5 bilhões para financiamento da agricultura familiar da safra 2004/2005. ?O presidente mostrou preocupação com a importância da infra-estrutura na economia e pediu também mais microcrédito não só ao consumidor como também à produção?, afirmou Cabral. Para evitar que os gargalos tenham efeito negativo na atividade econômica, medidas vêm sendo tomadas, desde a reformulação dos portos e renovação da malha viária até pressão sobre o Congresso para aprovar o projeto de Parcerias Público-Privadas. Regiões O presidente disse que o Congresso tem dificuldade em aprovar projetos que favoreçam as regiões mais pobres do país, como o Norte e Nordeste, apesar de a maioria dos congressistas ser dessas regiões. ?Nem tudo é resolvido pela maioria. A maioria dos congressistas são do Norte e Nordeste, mas a maioria das políticas são para ajudar o Sul e Sudeste. O que significa que há muito deputado do Norte e Nordeste votando em políticas do Sul e Sudeste, e não votando nas do Nordeste?, disse o presidente. ?E por que predomina assim? Por causa do poder de pressão dos interesses da parte mais rica do país?, afirmou. O presidente também falou sobre vários projetos regionais e destacou a importância de políticas como a que possibilita a existência da Zona Franca de Manaus. Lula também falou sobre a necessidade do governo de intervir para promover a redução das desigualdades, agindo em projetos que não apresentam viabilidade econômica. Antes do discurso de Lula, o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, afirmou que a desigualdade no Brasil é hoje mais complexa do que a divisão entre Sul/Sudeste e Norte/Nordeste, pois existem lugares com baixo índice de desenvolvimento em todas as regiões do País. Ele afirmou, inclusive, que não seria mais adequado se falar hoje em ?Sul Maravilha?.

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