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Distrito industrial tamb�m era alternativa

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CRISTINA LIMEIRA Assim como o antigo Complexo Químico de Alagoas (CQA), a proposta de alavancar o desenvolvimento industrial do Estado também fez surgir o Distrito Industrial Governador Luiz Cavalcante, situado no Tabuleiro do Martins, em Maceió. Criado no esteio da Sudene, o distrito é, atualmente, responsável pela geração de mais de dois mil empregos diretos e vários outros indiretos e pelo recolhimento aos cofres públicos de mais de R$ 2 milhões/mês em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Projetado inicialmente numa região afastada das áreas residenciais, com o passar do tempo, o distrito viu a cidade crescer em sua direção chegando, hoje, a circundá-lo, o que acabou por tornar sua localização privilegiada. A mão-de-obra empregada também se concentra nos arredores do distrito, facilitando o acesso ao trabalho e às principais vias de escoamento do Estado para o restante do país que estão interligadas àquela área. Apesar da sua boa localização, o distrito não deslanchou até hoje e seu soerguimento está atrelado à conclusão do projeto de macrodrenagem do Tabuleiro, iniciado com o objetivo de escoar as águas pluviais daquela região para o Rio Jacarecica, distante mais de 45 quilômetros do bairro. Iniciado em 1998, no governo Manoel Gomes de Barros, o projeto, de dimensão grandiosa, foi interrompido por denúncias de superfaturamento e de agressão ambiental, foi retomado pelo governo Ronaldo Lessa, mas vem sendo executado a conta-gotas. Estimado, atualmente, em R$ 48 milhões, recursos de ordem federal com contrapartida estadual, as obras já consumiram R$ 28 milhões e, hoje, estão paralisadas por contingenciamento de verbas da União. Outro gargalo que durante um bom tempo emperrou o distrito foi a penhora dos terrenos pela Justiça do Trabalho para pagamento de precatórios trabalhistas, impedindo o governo de incentivar a implantação de novas empresas no local. Diretrizes Este ano, na tentativa de retomar as diretrizes da década de 70 e ainda baseado na presença, na capital alagoana, da indústria química Braskem, fornecedora da matéria-prima para as empresas de vinílicos, o governo lançou mão da estratégia de atrair para o distrito as chamadas indústrias e 2ª e 3ª gerações da cadeia do plástico, formando seu cluster. A vantagem da proximidade da indústria-base e a ampla disponibilidade de matéria-prima local (sal-gema) são atrativos para essas empresas se instalarem em Alagoas. A proposta está integrada com filosofia da nova Sudene que dará preferência às cadeias produtivas prioritárias para o desenvolvimento regional, na concessão de incentivos do governo federal. ?Não se busca mais incentivar a industrialização, mas escolher as cadeias produtivas com potencial de desenvolvimento?, disse a coordenadora do grupo de trabalho para a recriação da Sudene, Tânia Barcelar, quando esteve em Maceió para discutir a recriação do órgão. Além do Arranjo Produtivo Local (APL) do setor químico e plástico, o governo identificou outros 26. O processo de implantação deles está em estágio avançado e os que serão colocados em prática no período de 2004 e 2005 são apicultura (Agreste, Litoral, Sertão e Xingó); floricultura tropical (zona da mata); mandioca (Agreste); milho (Agreste); ovinocaprinocultura (Sertão); pinha (Agreste) piscicultura (Agreste, Delta do São Francisco e Xingó); laticínios (Sertão); movelaria (Agreste), tecnologia da informação (Maceió); cultura (Maceió) e turismo (lagoas, litorais Norte e Sul). ?Cresci ouvindo meu avô dizer que criar bode é coisa de pobre, mas hoje entendo que era um pensamento errado. A caprinocultura, no Nordeste, por causa das condições climáticas e de solo, tem muito mais a ver do que a bovinocultura, não dá para concorrer com o Centro-Oeste?, disse ainda Tânia Barcelar. O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, também garante que a nova Sudene incluirá os pequenos e até os micro empreendedores como público-alvo de suas ações, o que não acontecia com o extinto órgão, que, por operar como Finor, impedia o acesso não só dos pequenos, mas também dos médios empreendimentos.

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