Economia
FMI: aval para investimento p�blico deve sairem mar�o
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato, afirmou que, em março, a instituição vai divulgar um documento sobre a possibilidade de flexibilizar os gastos com investimentos públicos. Segundo ele, que concedeu entrevista coletiva na última sexta-feira juntamente com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, é preciso primeiro terminar os trabalhos que estão sendo feitos em vários países, como Brasil, Chile, Peru e países da África e da Centro-Europa para chegar a um consenso. Ele reconheceu que o Brasil precisa de um esforço continuado para melhorar a infra-estrutura. ?E isso coincide com análise que estamos desenvolvendo?, disse. O projeto-piloto está sendo elaborado pelo Fundo em conjunto com o governo brasileiro que prevê a liberação de mais recursos para essa área, fazendo uma mistura entre capital público e privado. Rato ressaltou que é importante manter o superávit primário, atualmente estabelecido em 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB), pois isso, na sua avaliação, dá uma margem de manobra positiva, além de uma maior flexibilidade da política orçamentária. ?Duas questões são impres-cindíveis: não perder a credibili-dade da contabilidade das con-tas públicas e reconhecer que, quando o Estado não adquire todas responsabilidades e, por-tanto, não aumenta sua dívi-da com investimentos públicos podem-se contabilizar prazos distintos, mais amplos, e o ris-co fica sendo do setor privado?, completou. O diretor-gerente do FMI, Rodrigo Rato, e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, não quiseram se comprometer sobre a possibilidade de renovação de acordo do Fundo com o país. ?Futuro, vamos discutir no futuro, em momento adequado?, disse Palocci em entrevista coletiva ao lado do novo chefe FMI. O atual acordo do Brasil com o Fundo expira no fim do ano. Palocci disse que, no momento, o governo permanece com a mesma intenção manifestada em setembro do ano passado, quando o Brasil disse que estaria renovando o programa por um ano de forma preventiva e para encerrar as sucessivas renovações.