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Pernambuco e Alagoas rivalizam por cotas

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PATRYCIA MONTEIRO Empresários da agroindústria canavieira de Pernambuco pediram revisão da cota que lhes foi determinada, pelo Ministério da Agricultura, para exportação de açúcar ao mercado norte-americano. Eles querem diminuir a participação de Alagoas, que se tornou tradicionalmente maior do que a do Estado vizinho. No último dia 2, o governo federal definiu o rateio da cota preferencial de cerca de 165 mil toneladas de açúcar demerara que será destinado aos Estados Unidos. Desde a instituição da Lei 9.362, de dezembro de 1996, apenas as usinas do Nordeste passaram a exportar açúcar para os americanos com preços acima do mercado. Este ano, Alagoas ficará responsável pela exportação de 76.849,69 toneladas de açúcar, enquanto Pernambuco comercializará 67.101,33, ou seja, os empresários pernambucanos ficaram com 40,52% de participação, enquanto os alagoanos ficaram com 46,41%.O restante será dividido entre os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Maranhão, Ceará e Bahia. A cota alagoana é a maior em função do volume de produção do Estado. O cálculo do ministério se baseia na produção dos últimos três anos dividida por três, do qual se tira uma média de produção. ?Pelo critério socioeconômico, teríamos direito a uma participação de 47% a 54% sobre as vendas?, diz Renato Cunha, presidente do Sindicato dos Produtores de Açúcar de Pernambuco, ressaltando que seu Estado responde por 60% dos empregos diretos gerados na região. De acordo com ele, a entidade entrará com uma Ação Judicial para exigir uma mudança nos critérios do governo federal. Segundo José Carlos Maranhão, empresário do Grupo Santo Antônio, de Alagoas, é difícil haver mudanças nos fundamentos da média do Ministério da Agricultura. ?Até porque a avaliação do governo federal está fundamentada na lógica de mercado, baseada na competitividade?, afirma. As cotas preferenciais de exportação americanas, que antes eram direcionadas à Cuba ? e que, após a revolução, passaram a ser direcionadas a países em desenvolvimento ? foram criadas para proteger o mercado interno americano. Para tanto, os Estados Unidos compram da República Dominicana e do Brasil, principalmente açúcar com preços duas vezes maior do que as cotações internacionais. Este ano, o valor da tonelada ficará em US$ 400, enquanto o preço de mercado no exterior está em US$ 170. Para Alagoas, os Estados Unidos correspondem a cerca de 7% de suas exportações e 12% de seu faturamento com as vendas para fora do país.

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