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Produ��o industrial cresce pelo quinto m�s consecutivo

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A indústria brasileira registrou o quinto mês consecutivo de crescimento em julho, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com junho, houve uma expansão de 0,5%. Em relação a julho do ano passado, o crescimento foi de 9,6%. Em junho, a indústria cresceu 13% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O ministro do Planejamento, Guido Mantega, reconheceu a queda no ritmo de crescimento da indústria. ?Houve uma desaceleração, mas não dava para manter 13%, teríamos um desequilíbrio na estrutura produtiva?, disse. Apesar do resultado positivo, o setor de bens de capital teve queda de 1,1% na comparação com junho. O segmento de semiduráveis e não-duráveis recuou 1% na mesma comparação. Mantega afirmou que a queda de 1,1% dos bens de capital pode ser atribuída a um ?ajuste técnico?. O ministro lembrou que o setor foi o que registrou o maior crescimento no primeiro semestre e que, em razão da formação de estoques e da antecipação de demandas, o ajuste seria natural. O resultado da produção industrial dividiu analistas. Para a consultoria Global Station, o crescimento de 0,5% reforça a urgência de investimentos no parque industrial. Além disso, a consultoria credita parte do desempenho da indústria à recuperação da demanda interna, o que significaria maior pressão inflacionária à frente. Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), a queda no segmento de semiduráveis e não-duráveis, o que mais emprega no país, afasta o temor de um superaquecimento da demanda. O segmento de semiduráveis e não-duráveis é o mais dependente do mercado interno consumidor. Segundo o Iedi, ?se esse era o receio por trás da medida de elevação das taxas de juros na economia, açodadamente anunciada pelas autoridades econômicas, esta pode ser engavetada?. De junho para julho, houve aumento de produção em 16 das 23 atividades pesquisadas pelo IBGE. Os destaques foram a produção de veículos automotores (alta de 5,4%), os produtos de metal (7%), o fumo (24,2%) e bebidas (4,9%). De acordo com o IBGE, o segmento de bens de consumo duráveis - como eletrodomésticos - manteve uma taxa positiva de 1,1%, mas ficou abaixo do resultado registrado nos três meses anteriores, cuja média foi de 3,7%. Essa melhora no consumo dos bens duráveis, segundo o IBGE, é resultado da melhora das condições de crédito registrada entre o segundo semestre de 2003 e o primeiro semestre deste ano.

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