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Setor de pl�stico celebra acordo com Sefaz

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PATRYCIA MONTEIRO Após um ano e meio de negociações com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz), empresários dos setores de química e plástico de Alagoas celebram a eliminação dos entraves burocráticos para colocar em prática o seu Arranjo Produtivo Local (APL). O projeto, que tem a Braskem como alavancadora de negócios, dependia da isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a matéria-prima produzida pela empresa cloro-química que será comercializada com os fabricantes de derivados de plástico do Estado. ?Para fazer valer o decreto número 1.753, de 29 de janeiro, tivemos de garantir ao governo que os incentivos fiscais concedidos ao setor seriam convertidos em um aumento de produção e vendas para não prejudicar a receita estadual?, afirma Wander Lôbo Araújo, presidente do Sindicato das Indústrias de Plásticos e Tintas do Estado de Alagoas, mencionando uma adaptação feita à Lei do Prodesin para atender a uma antiga reivindicação dos empresários. Com todo o processo concluído, em outubro serão fechados os primeiros contratos de compra de insumos entre a Braskem e as empresas fabricantes de produtos químicos e de plástico com incentivos fiscais. Os setores de plástico e químico do Estado beneficiam duas mil toneladas de termoplásticos por mês. O segmento é formado por 16 indústrias sindicalizadas, responsáveis pela geração de 2 mil empregos. Entretanto, o APL conta com 33 empresas, entre elas a Braskem. A adaptação na Lei do Prodesin era muito aguardada pelos setores químico e de plásticos do Estado, que vinham perdendo espaço para indústrias da Bahia, Paraíba, Goiás e Rio Grande do Sul no próprio mercado alagoano. Nestes estados, as empresas já tinham seus programas de incentivos. ?Agora, reduziremos nosso custo de produção porque além do incentivo fiscal também economizaremos no frete de ida e de volta de mercadorias?, diz Araújo. A economia a que se refere o representante do setor se dará porque a Braskem fará o transporte de todas as matérias-primas que não produz em Alagoas para comercializá-las no Estado como se as produzisse aqui. ?Com isso, conquistamos mais competitividade para disputar mercado tanto com empresas de outros estados aqui em Alagoas, que até então podiam competir com preços mais baixos, como poderemos disputar espaço no mercado nacional?, explica o presidente do sindicato. Ansiosos, vários empreendedores locais aguardavam a posição da Sefaz para realizar novos investimentos em seus negócios. Alguns, como Welington Veiga Pessoa, da Ultraplast e da Replast, anteciparam aquisições de máquinas e equipamentos confiantes na decisão positiva do governo. As duas empresas somaram investimentos da ordem de R$ 3 milhões para ampliar sua capacidade de produção em até 30%. Segundo Wander Lôbo Araújo, a medida tem repercutido tão positivamente no mercado que até empresas de fora, como a Tiletron e a Plastmar ? ambas de Pernambuco ? já estão estudando a possibilidade de criar unidades de negócios em Alagoas.

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