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IPCA de agosto � o maior do m�s desde 2001

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto registrou alta de 0,69%, um recuo em relação ao mês de julho, quando o indicador apurou a maior taxa desde abril do ano passado, de 0,91%. Para o mês de agosto, esta foi a maior taxa desde 2001. Apesar da menor pressão nos preços, a gerente do Sistema de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, reconhece que a taxa permanece alta. A valorização da cana-de-açúcar com o aumento das exportações pressionou o indicador. O item álcool combustível registrou alta de 11,49% e teve o maior impacto isolado na formação do índice, de 0,10 ponto percentual. A cana-de-açúcar afetou também o desempenho de itens do grupo alimentação, como o açúcar refinado, que passou de 7,57% em julho para 14,67% em agosto, e o açúcar cristal, que subiu 5,42% em agosto, ante uma alta de 2,77% em julho. O grupo Alimentação e Bebidas subiu de 0,67% para 0,85% em agosto. Mais uma vez os alimentos foram afetados por efeitos climáticos e pelo resultado da safra, que foi menor do que o previsto e um pouco superior a do ano passado. O chuchu subiu 43,77% e a cebola, 31,34%. No ano, a cebola acumula alta de 196,98%. Segundo Santos, resultado da redução de áreas de plantio e do baixo preço pago aos produtores no ano passado. Apesar dos avanços, a gerente destaca que os alimentos têm tido um papel de freio no IPCA. No ano, o grupo acumula alta de 3,64%, mas no mesmo período do ano passado, este percentual era de 5,49%. O segundo maior impacto sobre a inflação pertence à gasolina, que subiu 1,64%. No mês passado, a alta foi de 2,46%. Segundo o IBGE, a surpresa é que algumas regiões ainda não tinham aumentado o produto. O último reajuste das distribuidoras foi de 10,8% no dia 15 de junho. ?O aumento não reflete apenas a alta do álcool, mas também o reajuste da gasolina em algumas regiões?, afirma Santos. Curitiba registrou a maior variação em agosto, de 1,38%. No ano, a cidade também lidera o ranking de inflação com alta de 7,65%. Em agosto, a cidade apurou alta de 8,72% na gasolina.

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