loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Agroneg�cio e exporta��o precisam diversificar

Ouvir
Compartilhar

PATRYCIA MONTEIRO Nos sete primeiros meses deste ano, as exportações alagoanas registraram crescimento de 25,04% no faturamento com o comércio exterior. Somando os valores do volume comercializado no mercado estrangeiro, Alagoas teve US$ 267,5 milhões de vendas de janeiro a julho deste ano. Em 2003, no mesmo período, foram US$ 213,9 milhões (ver tabela acima). O desempenho do Estado foi positivo, mas ficou abaixo do crescimento médio nacional, que foi de 33,73%, e do nordestino, que registrou variação de 30,74%. Alagoas, neste semestre, caiu no ranking de exportadores do Nordeste, passando a ser o quinto maior da região, perdendo posição para o Rio Grande do Norte. ?O desempenho do Estado poderia ser melhor se fosse promovida uma diversificação na pauta de produtos exportados?, afirma o economista Cícero Péricles. Na opinião do professor, se Alagoas seguisse os passos do Rio Grande do Norte ? que, além do petróleo, também comercializa no exterior uma série de artigos como pescados e crustáceos, frutas tropicais e castanha de caju ?, poderia aumentar seu faturamento com o comércio exterior. ?Seguindo as estratégias adotadas pelo Ceará nos anos 80 e 90, o Rio Grande do Norte vem diversificando sua economia, tendo como resultado o amadurecimento de outros setores exportadores?, analisa. E essa diversificação de atividades também se torna importante na geração de empregos. A pouca diversificação das frentes produtivas inibe uma evolução maior do mercado de trabalho alagoano, marcado pela sazonalidade da safra de cana-de-açúcar. No período de agosto a outubro é que se observa o maior número de empregos formais, segundo dados do Ministério do Trabalho. A falta de diversificação produtiva interfere, inclusive, no desempenho agrícola alagoano. ?Outras culturas, como o milho, por exemplo, para ter uma produção estável de 100 a 200 mil toneladas por ano, teria de ocupar a área utilizada para o cultivo da cana?, diz Hibernon Cavalcante, diretor-técnico da Secretaria da Agricultura. Ele ressalta que isto não seria viável porque a cana tem mais rentabilidade que o milho. Embora Alagoas seja o segundo maior produtor de cana do Brasil ? só perde para São Paulo ? e o maior da região nordestina, Cavalcante observa que a cana no Estado não tem mais para onde crescer horizontalmente, já que ocupa 430 mil hectares do território alagoano. Vale ressaltar que, mesmo estando no segundo lugar no ranking nacional de produtores de cana, a produção paulista está muito acima da alagoana. ?No ano passado, São Paulo produziu cerca de 220 milhões de toneladas de cana. Alagoas, que teve safra recorde, produziu 28 milhões de toneladas?, compara. ?A saída é crescer verticalmente, aumentando a produtividade, fazendo fortes investimentos em irrigação?, afirma. Na visão do diretor da Secretaria da Agricultura, o agronegócio em Alagoas poderia ser alavancado por outras atividades, como a carnicicultura [criação de camarões], e buscar uma flexibilização nas questões ambientais. ?Há dez anos não havia criação de camarões nos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte. Hoje, o camarão contribui muito para o desenvolvimento econômico dos dois estados?. Cavalcante diz que Alagoas tem grande potencial para crescer também na área de comercialização de matrizes genéticas de ovinocaprinos e de gado nelore e zebu, mas, por estar numa área onde o risco de febre aftosa é desconhecido, essas atividades permanecem inibidas.

Relacionadas