Economia
Com�rcio e turismo s�o maiores contratadores
CRISTINA LIMEIRA Em Alagoas, o setor turístico é o grande contratador seguido do comércio. O recrutamento de pessoal acontece geralmente no mês de outubro e os selecionados começam a trabalhar em novembro, estendendo-se em alguns casos até o fim de janeiro. Para candidatar-se, o interessado tem três opções: contatar uma empresa especializada, ir ao local de interesse ou cadastrar-se nas centrais de atendimento dos shopping centers. No Shopping Iguatemi, por exemplo, as contratações temporárias só são feitas a partir da segunda quinzena de novembro, mas os currículos começam a ser entregues em outubro, segundo o presidente da Associação dos Lojistas do Shopping Iguatemi (Alsim), Antônio Accioly. Somente a Alsim recebe uma média de quatro mil currículos em época de fim de ano. Isso sem contar com as lojas âncoras que contratam à parte. O perfil dos candidatos que recorrem ao centro de compras é variado. Tem gente que nunca trabalhou, tem pouca experiência ou está desempregado. Todos em busca de um mesmo espaço. A maioria é jovem e predomina o sexo feminino. No caso dos candidatos que entregam o currículo na Alsim, as entrevistas são feitas pelos próprios lojistas, que lançam o desafio para descobrir novos talentos. Em todas as situações, a ausência de qualificação é uma constante e sai na frente quem investe em treinamento antecipado. Já no setor turístico, as novas contratações fazem crescer em mais de 30% os cerca de 30 mil postos de trabalho fixos gerados diretamente pelo segmento. As contratações também são feitas por meio de empresas especializadas e diretamente nos locais de trabalho. Efetivação Engana-se quem pensa que emprego temporário é apenas um bico. Pelo contrário, pode se tornar uma ótima oportunidade de trabalho fixo para quem souber aproveitar. Ana Paula Soares Ferri, 33, chegou na Cipesa Engenharia em 1998 por meio de um contrato de prestação de serviço feito pela Gelre Consultoria de Trabalhos Temporários, para fazer um serviço no arquivo, num período de três meses e hoje é analista de recursos humanos da empresa. Antes de chegar no RH da empresa, Ana Paula passou pelo setor financeiro como assistente administrativo, onde ficou por dois anos ampliando seus conhecimentos na área e diz que a rapidez de aprendizado e a agilidade no desempenho das atividades foram determinantes para sua ascensão. Hoje, ela concilia o trabalho com o estudo na faculdade de administração financeira, com o objetivo de crescer cada vez mais na empresa. Assim como Ana Paula várias outras pessoas também começaram com um emprego temporário no fim do ano e transformaram a oportunidade em emprego efetivo. Consultores de recursos humanos garantem que o esforço vale a pena. ?O trabalho temporário é uma boa oportunidade para tentar uma vaga permanente em uma empresa?, reforça o gerente da Gelre, Regis Reyner Cansanção Mota. Embora o período de trabalho temporário seja curto - os contratos duram de um a três meses -, profissionais de recursos humanos dão várias dicas para o profissional se sair bem ampliando a chance de ser efetivado. Além do dinamismo, do entusiasmo, da responsabilidade e da capacitação na hora de pleitear uma vaga fixa, o candidato tem de manter uma boa aparência e primar pelo horário. Outro fator importante é encarar no emprego temporário com profissionalismo. ?É só o funcionário mostrar do que é capaz e vestir a camisa da empresa?, complementa o especialista acrescentando que, em alguns setores, a absorção de pessoal temporário chega a até 70%. Com relação à qualificação profissional, Régis reitera que enquanto o trabalhador treinado dispõe de vaga garantida no mercado de trabalho, alguns postos deixam de ser ocupados por falta de habilidade dos pretendentes ao cargo. A Gelre recebe uma média de 150 currículos por dia. Desse total, segundo o gerente da empresa, 70% são para funções elementares.