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Exporta��es brasileiras de �lcool j� somam 1,4 bi litros

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As exportações de álcool do Brasil mantiveram-se aquecidas em agosto - acima de 230 milhões de litros -, elevando o total embarcado pelo país desde janeiro para 1,44 bilhões de litros, informou União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica). O número é recorde - quase o dobro do anterior, de 760 milhões de litros, contabilizado em todo o ano passado - e reflete uma combinação de alta do petróleo no mercado mundial (que encarece a gasolina, concorrente do álcool em algumas situações) e preços relativamente baixos do produto brasileiro. ?Nos últimos quatro meses, embarcamos cerca de 250 milhões de litros ao mês?, afirmou Antonio de Pádua Rodrigues, diretor-técnico da Unica. Os volumes atenderam principalmente aos contratos fechados. A expectativa da Unica é que o Centro-Sul exporte no ano-safra 2004/05 (maio a abril) 1,5 bilhão de litros, ante 460 milhões no período anterior. De maio (início da safra) até agosto, os embarques do Centro-Sul somaram 835 milhões de litros e os do Nordeste, 190 milhões. ?As vendas no mercado externo ainda estão muito atrativas, mas basicamente chegamos a um limite?, afirmou Pádua, referindo-se à necessidade de garantir produto para abastecer o mercado interno até o início da próxima safra. A preocupação com a oferta - não apenas em relação a riscos no abastecimento, mas também a preços - fez com que o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, chamasse o setor para uma reunião no ministério na quarta-feira. O governo tem trabalhado para desenvolver um mercado externo para o produto mas, ao mesmo tempo, quer a garantia de uma oferta adequada para o mercado local, especialmente agora que as vendas de carros abastecidos com álcool e/ou gasolina se refletem no consumo do combustível. ?As exportações estão surpreendendo, mas elas não comprometem o abastecimento?, afirmou o diretor da Unica. A falta de chuva nos últimos meses tem permitido uma aceleração da moagem em São Paulo. Em relação ao cronograma da temporada passada, a safra ainda está atrasada, mas a expectativa é de que a diferença fique nula até o fim do mês. Japão O governo brasileiro deu mais uma tacada na tentativa de convencer os japoneses a aderir ao uso do álcool combustível, o que abriria uma nova fronteira para as exportações do produto. De olho em um mercado que pode chegar a 1,8 bilhão de litros de etanol por ano - 10% da produção nacional -, o governo brasileiro incluiu na visita ao Brasil do primeiro- ministro japonês, Junichiro Koizumi, uma passagem pela região de Ribeirão Preto (SP), principal produtora de etanol. Koizumi negou que esteja nos planos imediatos do Japão investir na produção de álcool no Brasil, mas que há possibilidades futuras para tanto. Hoje, já existe no Japão uma lei que permite a adição de 3% de álcool à gasolina. Mas a adição não é obrigatória.

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