Economia
D�lar cai pelo quarto dia e acumula baixa de 2% no m�s
O dólar fechou em queda pelo quarto dia consecutivo e completou um mês abaixo do patamar de R$ 3. Favorecido pela forte queda (mais de 4%) do risco Brasil e pela entrada de recursos recém-captados no exterior por empresas e bancos, a moeda dos EUA caiu 0,58% e terminou a R$ 2,868, o menor valor desde o último dia 26 de janeiro, quando valia R$ 2,846. Com isso, a divisa acumulou queda de 1,2% na semana, 2% no mês e 1,17% no ano. Os bancos reagiram positivamente às notícias de que o governo poderá reforçar o aperto fiscal elevando o superávit primário para além da meta de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com o objetivo de atenuar a necessidade de alta de juro. Se confirmada, a maior economia de recursos do Brasil para pagar juros da dívida agrada aos credores, pois reduz o risco de calote na dívida. Mas os críticos da medida argumentam que um superávit primário maior pode limitar os investimentos públicos, principalmente na área social. Ontem, o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, confirmou que existe a possibilidade de aumento na meta de superávit primário. Como é da natureza do mercado, logo se passou a comentar que, após uma elevação da meta do superávit, agências de classificação de risco podem melhorar a nota de crédito do Brasil. Os bancos de investimentos também voltaram a ?brindar? o Brasil com avaliações otimistas. A expectativa de continuidade de uma alta moderada dos juros nos EUA também favorece as aplicações dos investidores estrangeiros em títulos de países emergentes, como o Brasil.