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Nº 5718
Economia

Infla��o de abril dobra em rela��o a mar�o

Rio - A inflação de abril, medida pelo IGP-10 (Índice Geral de Preços-10), ficou em 0,36%. A taxa, calculada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), dobrou em relação à variação de 0,18% registrada em março. Os preços no atacado, medidos pelo IPA (Índice de

Por | Edição do dia 19/04/2002 - Matéria atualizada em 19/04/2002 às 00h00

Rio - A inflação de abril, medida pelo IGP-10 (Índice Geral de Preços-10), ficou em 0,36%. A taxa, calculada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), dobrou em relação à variação de 0,18% registrada em março. Os preços no atacado, medidos pelo IPA (Índice de Preços no Atacado), subiram 0,26%. No mês anterior, o IPA havia apresentado pequena alta de 0,06%. Os preços no varejo, medidos pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor), ficaram em 0,53%, ante variação de 0,32% em março. O INCC (Índice Nacional do Custo da Construção) apresentou alta de 0,50% em abril, e de 0,54% no mês anterior. O IGP-10 é calculado com base em preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. No ano, a inflação acumula alta de 0,94%. Nos últimos doze meses, o IGP-10 registra alta de 9,24%. O período de coleta de preços analisado no âmbito do IGP-10 vai do dia 11 de março a 10 de abril. Estabilidade A segunda prévia da inflação de abril mostrou uma relativa estabilidade de preços na cidade de São Paulo. De acordo com pesquisa divulgada ontem pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve variação de 0,08% na segunda quadrissemana de abril. No período anterior, o índice tinha ficado em 0,03%. Segundo o coordenador do IPC-Fipe, Heron do Carmo, a diferença entre as duas taxas, de 0,05 ponto porcentual, reflete um efeito meramente estatístico. Uma vez por mês, a prefeitura paulistana reduz por um dia o preço das passagens de ônibus urbanos, de R$ 1,40 para R$ 1. Por causa disso, nos últimos 30 dias a tarifa de ônibus apresentou variação de 1,16% em relação ao período anterior. Até o fim do mês, conforme o economista da Fipe, esse efeito deve desaparecer do índice. Para o fechamento de abril, ele manteve a previsão de uma taxa em torno de 0,20%. Na segunda quadrissemana do mês, o que mais contribuiu para a alta do índice foi o reajuste dos preços da gasolina, que apresentaram variação de 9,72% no período. A expectativa da Fipe é de que a alta da gasolina chegue a 12% até o fim do mês, com peso de 0,30 ponto porcentual no IPC. Na segunda prévia do mês, a gasolina contribuiu com 0,25 ponto de alta no índice. No entanto, o efeito inflacionário do aumento do combustível foi parcialmente compensado pelas variações negativas verificadas nas contas de luz (-3,62%), por causa do fim da cobrança da sobretarifa de eletricidade (que fora incorporado ao índice no ano passado) e na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (-3,46%). De acordo com Heron, o IPTU apresenta queda, porque a pesquisa da Fipe calcula a variação de preços para famílias com renda mensal de até 20 salários mínimos - as mais beneficiadas pela redução ou isenção do imposto, promovida pela Prefeitura de São Paulo.

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