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Nº 5718
Economia

Decis�o do Copom eleva juros futuros

São Paulo - A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 18,5% ao ano provocou, ontem, uma forte alta das projeções de juros no mercado futuro. A interrupção da queda  dos juros não chegou a surpreender os investidores, mas,

Por | Edição do dia 19/04/2002 - Matéria atualizada em 19/04/2002 às 00h00

São Paulo - A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 18,5% ao ano provocou, ontem, uma forte alta das projeções de juros no mercado futuro. A interrupção da queda  dos juros não chegou a surpreender os investidores, mas, como a aposta num corte modesto ganhara mais fôlego entre os operadores, as taxas dos contratos de DI passaram por um ajuste expressivo - a dos contratos de um ano, por exemplo, pulou de 18,47% para 18,93%. Segundo alguns analistas, essa alta das projeções deve retardar a retomada do crescimento econômico, porque pode afetar o custo do crédito. A questão, dizem economistas como Affonso Celso Pastore e Sérgio Werlang, é que o Banco Central (BC) quis reafirmar seu compromisso com o sistema de metas inflacionárias, mostrando não querer que o teto da meta seja superado pelo segundo ano seguido. Pastore disse que “parte do mercado acreditou, de maneira errada, que o Banco Central havia abandonado a meta de inflação. Ele está aceitando que a inflação seja mais alta, mas de maneira alguma abandonou essa meta”. A partir de fevereiro, o Copom informou que passaria a mirar numa inflação entre 4% e 4,% neste ano, e não mais no centro da meta, de 3,5%. A convergência para o centro da meta passaria a ocorrer num prazo mais longo, de 18 a 24 meses.

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