Economia
Juros do cheque especial e cr�dito pessoal sobem
A taxa média cobrada pelos bancos dos tomadores finais de crédito em agosto ficou estável em 43,9% ao ano. Para a pessoa física, a taxa subiu de 62% para 63,1%, mas para a pessoa jurídica caiu, de 29,7% para 28,8%. Segundo informou o Banco Central (BC), nas linhas para pessoas físicas, o cheque especial evoluiu de 140,1% para 140,6%. Já o crédito pessoal ficou 2,1 pontos percentuais mais caro, subindo de 71,7% para 73,8%. Na aquisição de veículos, que pagava juros de 36,1% em julho, ficou em 36,3% no mês passado. Para a compra de outros bens, a taxa média subiu de 58,5% para 58,8%. As taxas para pessoas jurídicas caíram para 28,8% principalmente por força da redução de 66,3% para 65,4% na conta garantida. Em contrapartida, as operações ficaram mais caras para desconto de duplicatas (de 40,1% para 40,2%), desconto de promissórias (47,5% - 48,7%), operações para capital de giro (34,8% - 35,6%) e aquisição de bens (28% - 28,4%). O spread - diferença entre o custo de captação de bancos e a taxa cobrada do tomador final - subiu de 27,2 pontos percentuais em julho para 27,5 pontos em agosto, por causa das operações para pessoa física, em que o spread passou de 45,3 para 45,7 pontos percentuais. No caso da pessoa jurídica, o spread manteve-se em 13,1 pontos. O volume de crédito no sistema financeiro cresceu em agosto, com a retomada da demanda interna, apesar de o spread bancário ter apresentado discreta elevação. As operações com recursos livres, que correspondem a 57% do total de crédito do sistema financeiro, atingiram R$ 258,3 bilhões em agosto, alta de 1,6% no mês. Segundo o BC, o volume total de crédito no sistema financeiro subiu por estar ?condizente com a recuperação da demanda interna, refletindo o aumento dos financiamentos para produção e consumo?. ?O que temos observado é a continuidade do crescimento no volume, em um quadro de inadimplência mais baixa e taxas com ligeira elevação?, resumiu o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.