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Fed aumenta juros para 1,75% nos EUA

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O Federal Reserve (Fed, o BC americano) elevou, pela terceira vez seguida, sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual para 1,75% ao ano. O objetivo é manter o crescimento da maior economia do planeta sem riscos inflacionários. Com a elevação, os juros básicos norte-americanos voltam ao patamar verificado até novembro de 2002. O Fed baixou então a taxa de 1,75% para 1,25% ao ano. Segundo o presidente do Fed, Alan Greenspan, a economia americana sofreu uma desaceleração em junho, causada pela disparada do preço do petróleo. O barril do produto chegou a bater o recorde absoluto de US$ 49,40 em agosto, mas acumulou altas durante todo o mês de julho. Os juros do Fed funcionam como o piso das taxas de financiamento nos Estados Unidos. A decisão do Fed ficou dentro do esperado tanto por investidores quanto por economistas. Na nota em que anunciou a decisão desta tarde, o Fed destacou a recuperação do mercado de trabalho e a continuidade de expansão da atividade econômica. ?Após uma recente desaceleração neste ano, em parte, em resposta ao aumento substancial nos preços de energia, o crescimento da produção mostra ter retomado alguma tração, e as condições do mercado de trabalho melhoraram modestamente?, informou. De acordo com o Fed, apesar do aumento dos preços de energia - leia-se a recente disparada nos preços do petróleo -, a inflação e as expectativas de inflação desaceleraram nos últimos meses. Em agosto, os preços ao consumidor dos EUA subiram 0,1% após terem registrado deflação de 0,1% em julho. No ano, a inflação acumula alta de 3,7%, contra 1,9% em todo o ano passado. Com rendimento maior, os títulos do governo norte-americano - considerados as aplicações financeiras mais seguras do mundo, com risco próximo de zero - atraem investimentos que, em tese, se sujeitariam a riscos maiores, como ações, dívidas públicas e privadas e o câmbio de moedas. Na prática, o aumento dos juros nos EUA motiva uma completa realocação dos investimentos a partir de novas percepções de risco.

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