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Infla��o medida pelo IPCA-15 desacelera para 0,49%

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,49% em setembro, resultado inferior ao de agosto (0,79%). De janeiro a setembro, o índice acumula variação de 5,63% e nos últimos doze meses, de 7,00%. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), tido como uma prévia do IPCA, desacelerou mais que o esperado em setembro. O indicador calculado pelo IBGE subiu 0,49%, abaixo da taxa de 0,79% em agosto e da previsão média de economistas de 0,63%. Segundo o IBGE, o recuo na taxa ocorreu devido, principalmente, à inexistência de aumentos nas tarifas de energia elétrica e de ônibus urbano, aliada à diminuição na taxa de crescimento da conta de telefone fixo e dos produtos alimentícios. ?Realmente veio baixo, abaixo do piso das expectativas (de 0,60%). Estamos tendo boas notícias de inflação esses dias?, disse Marcelo Ávila, economista-chefe da consultoria Global Station. ?Se o IPCA-15 continuar vindo baixo e o IPCA vier baixo, também - eu estou projetando 0,50% para o IPCA (de setembro), talvez as expectativas futuras de inflação comecem a retroceder.? O IBGE acrescentou nessa quarta-feira que os custos de telefonia fixa subiram 1,51% este mês, ante a alta de 3,55% em agosto. As tarifas de energia elétrica e ônibus urbanos tiveram variação zero em setembro após os avanços de, respectivamente, 3,58% e 1,22% em agosto. Os preços de alimentos passaram de avanço de 0,58% para 0,42% em setembro, com quedas de feijão, arroz, óleo de soja e tomate, entre outros produtos. Na contramão, os preços de álcool combustível, gasolina e açúcar tiveram variações maiores este mês, devido à continuidade da valorização da cana-de-açúcar. O álcool subiu 8% e a gasolina, 1,16%. O açúcar refinado aumentou 14,21% este mês. Também tiveram avanços maiores que no mês anterior os preços de automóvel novo -0,73% -, automóvel usado -1,70% - e taxa de água e esgoto -1,21%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 5,63%, superando pela primeira vez o centro da meta de inflação do ano, de 5,5%. O alvo tem tolerância de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. Nos últimos 12 meses, o IPCA teve alta de 7%. O IPCA-E subiu 2,23% no terceiro trimestre. A maior taxa do IPCA-15 em setembro foi registrada em Curitiba, de 1,08%, e a menor, em Salvador, de 0,17%. Em São Paulo, o índice subiu 0,37%. O IPCA-15 segue a mesma metodologia do IPCA, apurando a variação de preços para famílias com renda até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença entre eles está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário, enquanto o outro apurou a variação dos preços entre 13 de agosto a 13 de setembro.

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