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Banco Central eleva previs�o para investimentos estrangeiros em 2004

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O Brasil deve receber mais investimentos estrangeiros diretos do que o previsto. O Banco Central (BC) elevou a previsão para ingresso de recursos de US$ 12 bilhões para US$ 17 bilhões este ano. Para 2005, o BC prevê US$ 14 bilhões. Este mês, segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o país deve receber US$ 700 milhões em investimentos estrangeiros diretos. Até agora no mês, os investimentos somam US$ 400 milhões. O fluxo cambial em setembro até o dia 17 está positivo em US$ 96 milhões, sendo que o saldo das operações comerciais está positivo em US$ 1,770 bilhão, enquanto as operações financeiras, incluindo as remessas de 389 milhões de dólares via CC5, estão negativas em 1,674 bilhão de dólares. Em agosto, os investimentos subiram para US$ 6,089 bilhões, impulsionados por uma operação de troca de ações entre empresas, no montante de US$ 4,9 bilhões. No mesmo mês do ano passado, os investimentos estrangeiros somaram US$ 980 milhões. Também foram revistas as previsões para o saldo positivo da balança comercial, que deve atingir US$ 30 bilhões em 2004, frente aos US$ 26 bilhões esperados pelo BC anteriormente. Para 2005, a expectativa é de um saldo positivo de US$ 24,5 bilhões. O Brasil deve fechar o mês de setembro com um superávit em transações correntes de US$ 2 bilhões, ante um saldo positivo de US$ 1,76 bilhão em agosto. Para o ano, o superávit em transações correntes deverá somar US$ 6,7 bilhões, o equivalente a 1,19% do PIB. O Brasil registrou no mês passado o maior superávit em transações correntes já visto em agosto, de US$ 1,761 bilhão, e a expectativa é de que o saldo chegue a US$ 2 bilhões em setembro. O desempenho tem sido favorecido pela balança comercial e só deve perder força no ano que vem, quando o crescimento econômico acelerar as importações. Dívida externa Quanto à dívida externa, consolidada até junho, o BC contabilizou total de US$ 223,322 bilhões, dos quais R$ 18,652 bilhões referem-se a empréstimos intercompanhias. Portanto, a dívida pública cai para US$ 204,670 bilhões, com redução de US$ 8,793 bilhões na comparação com a dívida registrada em março. A dívida externa vem caindo gradativamente desde setembro do ano passado, quando atingiu pico de US$ 219,724 bilhões, e do saldo US$ 18,935 bilhões são obrigações de curto prazo, e os US$ 185,735 bilhões restantes vencem a médio e longo prazos.

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