Economia
Ap�s tr�s meses em queda, taxa de desemprego sobre para 11,4%
Apesar da taxa de desocupação ter se mantido praticamente estável de julho para agosto, as condições de mercado de trabalho sofreram forte deterioração no mês passado. Segundo o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, Cimar Pereira, a melhora observada no mercado até o mês de julho não se repetiu devido ao aumento da informalidade, do crescimento do número de trabalhadores com salários mais baixos e da sazonalidade típica do período. A taxa de desemprego subiu para 11,4% em agosto, na comparação com mês anterior quando chegou a 11,2% Em relação a agosto 2003 (13% ) houve queda de 1,6 ponto percentual no indicador. ?O movimento de recuperação do mercado estacionou - diz o gerente do IBGE, ao afirmar que, mesmo com uma taxa de desemprego menor do que agosto de 2003, a desocupação observada no mês passado ainda se encontra num patamar bastante elevado. A sazonalidade do período, caracterizada pelo fim das férias escolares, e o aumento de número de pessoas procurando trabalho também influenciou negativamente os indicadores do mês passado. Entretanto, segundo o gerente do IBGE, é preciso observar mais dois outros meses para saber se o movimento trata-se de uma reversão ou apenas de um ?soluço?. Depois de cair por três meses consecutivos, o contingente de trabalhadores desocupados nas seis regiões metropolitanas analisadas pela pesquisa (2,5 milhões) aumentou em relação a julho (2,4 milhões) embora apresentado queda de 11,2% na comparação com agosto do ano passado. No entanto, o número de pessoas ocupadas (19,2 milhões) manteve-se estável em relação a julho (19,1 milhões). Se não bastasse, o número de trabalhadores com carteira assinada apresentou queda de 0,6% frente a julho, depois de três meses em alta. Também aumentou o número de trabalhadores sem carteira (0,5% em relação a julho e 5% em relação a agosto de 2003) e de trabalhadores por conta própria (1% frente a julho e 4,2% na comparação com agosto do ano passado). Com o crescimento da informalidade, o rendimento médio voltou a despencar depois de registrar em julho o patamar mais alto desde maio de 2003. Em agosto, o rendimento médio real dos trabalhadores foi de R$ 893,10 (aproximadamente três salários mínimos e meio). Houve queda de 1,4% frente a julho (R$ 905, 97) e 0,9% frente a agosto do ano passado (R$ 901,49). Os empregados com carteira de trabalho assinada tiveram queda de 1,6% no rendimento e os trabalhadores por conta própria de 1,8%, na comparação com julho. Somente os empregados sem carteira de trabalho tiveram pequena elevação de 0,9% no rendimento. De acordo com o gerente do IBGE, um dos motivos que também explica a queda foi a entrada de trabalhadores no mercado em setores com salários mais baixos.