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Casos de sucesso devem atrair empreendedores

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CRISTINA LIMEIRA Para garantir o êxito do Programa de Mobilização para o Desenvolvimento dos Arranjos e Territórios Produtivos Locais do Estado de Alagoas (PAPL/AL) foi escolhido um modelo e gestão que leva em consideração dois níveis complementares de decisão: o nível de coordenação geral e o de coordenação local. A coordenação geral é formada por representantes do governo do Estado, do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) das entidades parceiras, e a coordenação local formada por empresários pertencentes aos Arranjos Produtivos Locais (APLs). Coincidentemente os empresários são considerados casos de sucesso, por obra e graça de suas próprias iniciativas, o que funciona como atrativo e dá credibilidade ao Programa, tal qual Luiz Sandes. O empresário trabalha há sete anos com estofados e é o que se pode chamar de predestinado para o negócio. Sandes aprendeu a lidar com estofados observando seus colegas, quando trabalhava como auxiliar em uma loja de estofados. Um dia, sem mais nem menos, ele conta que foi demitido e decidiu procurar um novo emprego como profissional do ramo. Conseguiu e após um ano e meio de trabalho pediu demissão e foi trabalhar como cobrador de ônibus com o propósito de juntar dinheiro para abrir seu próprio negócio. Seis anos depois, em 1997, o novo empresário abria a fábrica no fundo do quintal de sua casa, onde passou a conquistar clientes. Até que, em 99, teve a oportunidade de participar de uma feira em Arapiraca e como prêmio ganhou um curso no Sebrae. Era tudo do que Sandes precisava para deslanchar. Após o curso, o empresário investiu na expansão de seu negócio e hoje possui uma fábrica, showroom e emprega 18 pessoas Sandes faz parte do Comitê Executivo do APL de Movelaria, que se concentra nos municípios de Arapiraca e Palmeira dos Índios e que tem como metabeneficiar 180 pequenos negócios, aumentando o volume de vendas e a geração de ocupação em até 10%, até 2007. Além de Sandes, outro empreendedor convidado pelo Sebrae para se engajar no programa é o piscicultor Joaquim Eugênio, que produz peixe em Piçabuçu um dos municípios contemplados pelo APL de Piscicultura. Eugênio produz dois hectares de peixe, tem capacidade para produzir 15 hectares e é otimista com o APL. ?Além de integrar todos os órgãos envolvidos com o processo, o programa prevê a capacitação dos produtores, o que é muito importante?. O APL de Piscicultura tem como meta aumentar a produção anual de tilápia, passando de 150 toneladas para duas mil toneladas até dezembro de 2007. Pioneiro Entre os APLs escolhidos para ser beneficiados este ano dois merecem destaque: o de Cultura em Jaraguá e o de Tecnologia da Informação. O primeiro é pioneiro no Brasil e, de acordo com a gestora do APL, Catarina de Labouré Sales, diferencia-se dos demais porque sua produção é subjetiva. ?A cultura não pode ser tratada como uma cadeia e sim como uma teia produtiva?, tenta explicar. O objetivo do APL é articular os diversos atores do segmento para que a cultura seja vista como um negócio capaz de promover o desenvolvimento auto-sustentável. O APL foi dividido em três níveis: produção, distribuição e acesso e tem como referência o bairro histórico de Jaraguá. Segundo Catarina, os primeiros trabalhos desenvolvidos já começam a dar frutos. Ela cita como exemplo um movimento de Hip Hop que já está formando a sua cooperativa. ?A chance de sobrevivência de qualquer movimento cultural passa pelo processo de articulação e de trabalho cooperado. E essa cultura ainda não existe em Alagoas?, exemplifica.

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