loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Empresas tentam driblar embargo da R�ssia

Ouvir
Compartilhar

As principais empresas exportadoras de frango e suínos do Brasil - Sadia, Perdigão e Seara - afirmaram na última quinta-feira que estão encontrando alternativas para driblar a suspensão imposta pelo governo russo às compras de carne brasileira após o registro, há cerca de duas semanas, de febre aftosa no Amazonas. Acelerar as vistorias para embarque antes do primeiro dia do embargo - na segunda-feira passada - e buscar outros mercados foram medidas tomadas para tentar evitar ou minimizar os prejuízos gerados pela suspensão. ?Já temos várias encomendas de outros países, e esta é uma época de mercado interno forte por causa das compras de fim de ano?, disse o diretor de relações com investidores da Sadia, Felipe Luz, que vê possibilidade de maiores embarques para Japão, Hong Kong e China. Segundo ele, até o momento não houve impacto do embargo à companhia. A Rússia recebe menos de 15% da carne suína exportada pela Sadia e, no caso do frango, menos de 5%. ?Quando ouvimos os primeiros rumores, decidimos trabalhar sábado e domingo para entregar a carne a ser vistoriada até o dia 19 (véspera do início do embargo)?, acrescentou o diretor. No primeiro semestre, a Sadia obteve R$ 1,7 bilhão com exportações - 8% com a Rússia. O volume exportado atingiu 393,5 mil toneladas no período. A Perdigão também não sentiu ainda efeitos negativos em relação ao bloqueio às carnes brasileiras. ?Estamos dando continuidade aos abates de frangos e suínos, normalmente?, afirmou o diretor de relações com investidores da empresa, Ricardo Menezes. Os embarques da Perdigão para a Rússia corresponderam a 14,5% da receita com o mercado externo em 2003, que somou R$ 1,838 bilhão. No primeiro semestre, as exportações da Perdigão totalizaram R$ 1,304 bilhão. Também a Seara Alimentos, a terceira maior empresa do setor, informou que os efeitos, pelo menos até o momento, são nulos. A empresa divulgou, em nota, que a produção não foi alterada, mas que estão sendo acumulados estoques. Para guardar a carne já produzida, estão sendo usados armazéns próprios e terceirizados. Embora Sadia e Perdigão sustentem que, até o momento, não tenham registrado problema, as ações das empresas acumulam perdas desde o anúncio da proibição. As ações preferenciais da Sadia caíram 10% do seu valor desde o anúncio do embargo russo, na última sexta-feira, até o fechamento do mercado na quinta. As ações da Perdigão recuaram 7,6% no período. Mas o problema é considerado passageiro por analistas. ?Apesar de o embargo da Rússia vir a prejudicar efetivamente os embarques da Sadia e Perdigão, não há uma perspectiva por parte das empresas de que esta situação venha a durar muito tempo, de forma que elas buscariam compensar os embarques posteriormente?, afirmou Clarissa Saldanha, analista do Banco Brascan. ?O problema é maior com relação aos suínos, visto que 61% do total de suínos embarcados pelo Brasil até agosto foram para a Rússia, enquanto 9% das exportações de frango foram para aquele país?.

Relacionadas