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Petr�leo registra novo recorde hist�rico

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O preço do barril de petróleo atingiu nova cotação recorde devido às expectativas pessimistas em relação à produção da Nigéria e à queda dos estoques nos Estados Unidos. O barril para entrega em novembro atingiu a cotação máxima de US$ 49,47 durante a manhã de ontem, o que representa alta de 1,2%. Trata-se do maior valor desde que o contrato de petróleo começou a ser negociado na Bolsa Mercantil de Nova York. Em Londres, o barril do tipo brent também cravou novo recorde histórico ao atingir US$ 46,05. Os investidores estão preocupados com tensões geopolíticas na Nigéria, um dos maiores exportadores mundiais de petróleo. Na última sexta-feira, a Royal Dutch Shell retirou 235 empregados da região do Rio Niger devido a conflitos entre tropas do governo e grupos armados de oposição. Além disso, os estoques dos EUA, que já estão no menor patamar dos últimos 29 anos, devem continuar em queda esta semana. O furacão Ivan, que atravessou o Caribe há cerca de duas semanas, reduziu a capacidade de produção de petróleo no Golfo do México, uma das principais regiões produtoras do mundo. Os investidores acreditam que o governo dos EUA deverá se desfazer de parte de suas reservas estratégicas para garantir o fornecimento da commodity para as refinarias norte-americanas poderem manter o fornecimento interno de gasolina. Dependendo do tamanho da queda nos estoques, os investidores apostam que o barril de petróleo possa ultrapassar pela primeira vez na história a barreira psicológica dos US$ 50. Impacto Quando o preço do petróleo sobe no mercado internacional, a Petrobras fica pressionada a subir os preços dos combustíveis - gasolina, diesel e outros derivados. O país ainda não é auto-suficiente na produção de petróleo e, por isso, uma importante parte dos insumos consumidos pela indústria petrolífera seguem os preços do mercado internacional. A Petrobras, no entanto, tem evitado anunciar novas altas de preços, especialmente da gasolina - que afeta mais diretamente a população em geral. Por mais de uma vez, a diretoria da estatal informou que só vai anunciar novos reajustes quando houver uma ?acomodação? do preço do petróleo no exterior. Na semana passada, no entanto, o presidente da estatal insinuou que um novo reajuste só seria divulgado após as eleições municipais do dia 3 de outubro - próximo domingo. Essa atitude da estatal é criticada por analistas e investidores da Petrobras, que acaba acumulando perdas por ter de assumir, sem repassar ao consumidor, as variações do preço. Para esses analistas, a estatal tem resistido a anunciar um aumento por decisão do governo federal, seu principal acionista. O motivo é que uma alta repercutiria negativamente entre os eleitores às vésperas dos pleitos municipais. O aumento do preço do petróleo também pressiona a inflação e, consequentemente, pode obrigar o Banco Central a elevar os juros. Nas atas das últimas reuniões, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central) sinalizou que a alta do preço do petróleo representa ?a principal preocupação?. O motivo é que o aumento no exterior tende a provocar reajuste dos preços da gasolina no Brasil, fator de pressão sobre a inflação e, com risco maior de inflação, a tendência dos juros é de alta. Na última reunião - de 15 de setembro - o Copom elevou a taxa de juros para 16,25% ao ano e sinalizou que novas altas poderão vir até o fim deste ano.

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