Economia
PIB no primeiro semestre foi de R$ 816,8 bilh�es,diz IBGE
O Produto Interno Bruto do País no primeiro semestre de 2004 foi de R$ 816,8 bilhões, confirmando o aumento de 4,2% ante igual período do ano passado já divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto não divulgou nenhum dado sobre revisão do PIB do primeiro semestre. As informações se referem exclusivamente ao PIB em valores correntes do período. A taxa de investimento sobre o PIB no segundo trimestre deste ano foi de 18,6%, segundo o IBGE. A taxa foi menor do que a registrada no primeiro trimestre deste ano (19,3%), porém maior do que a do segundo trimestre de 2003 (17,2%). O técnico de Contas Trimestrais do IBGE, João Hallak, apresentou a série histórica da taxa de investimento em segundos trimestres iniciada em 1991 para mostrar que a queda da taxa no segundo trimestre deste ano ante primeiro trimestre pode ser sazonal. A taxa de investimento do segundo trimestre foi a maior para o período desde o segundo trimestre de 2001 (19,9%), mas ainda bem distante da taxa em torno de 24%, considerada essencial pelos economistas para promover um crescimento sustentado no país. O IBGE anunciou, também, que a taxa de poupança sobre o PIB foi de 24,9% no segundo trimestre, maior do que os 23,4% do primeiro trimestre deste ano. A taxa de poupança foi a maior da série histórica do IBGE para o segundo trimestre desde o início da série histórica, em 1991. O Produto Interno Bruto (PIB) representa o total de riquezas produzidas num determinado período num país. É o indicador mais usado para medir o tamanho da economia doméstica. No Brasil, o cálculo é realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cálculo do PIB leva em conta as pesquisas setoriais que o próprio IBGE realiza ao longo do ano, em áreas como agricultura, indústrias, construção civil e transporte. O indicador inclui tanto os gastos do governo quanto os das empresas e famílias. Mede também a riqueza produzida pelas exportações e as importações. O IBGE usa, ainda, dados de fontes complementares, como o Banco Central, Ministério da Fazenda, Agência Nacional de Telecomunicações e Eletrobrás, entre outras.